Saúde Pública

Covid-19: Ministério da Saúde assina contrato de compra de doses da Sputnik V

Tempo de leitura: 2 min.

Na última sexta-feira, 12, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pelo instituto Gamaleya, a Sputnik V. As doses correspondentes ao contrato serão importadas a partir de abril, sendo 400 mil na primeira leva, 2 milhões até o fim de maio e 7,6 milhões em junho, segundo o primeiro cronograma apresentado.

Apesar da assinatura do contrato, a vacina ainda não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial, nem registro definitivo. O pedido deve ser feito pela União Química, que possui parceria com instituição russa.

Leia também: O menu de vacinas anti-Covid-19: quais as opções temos disponíveis até o momento?

Porém, este primeiro contrato ainda não fala sobre a produção nacional. A farmacêutica brasileira informou que fabricar o imunizante em estruturas que possui em São Paulo e no Distrito Federal para atender a demanda nacional. Esta possibilidade ainda será avaliada pelo Ministério e, se aprovada, outro acordo será realizado.

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Sputnik V

A vacina de vetor viral chamada de Sputnik utiliza dois adenovírus diferentes: Ad26 e Ad5, um em cada dose do imunizante. O objetivo dos pesquisadores é que isso resulte em uma resposta imunológica mais forte e duradoura. O vetor viral é uma plataforma que, além de segura e eficaz, permite a produção em larga escala.

Segundo os resultados preliminares, divulgados na revista Lancet, a vacina teve cerca de 92% de eficácia contra a Covid-19, além de se mostrar segura. A previsão é que os resultados mais robustos, dos estudos de fase 3, sejam divulgados apenas em maio deste ano.

Outras compras confirmadas

Após a autorização de compra de vacinas pelos Estados, os governados do Piauí e da Bahia também anunciaram a compra de doses da Sputnik V. O primeiro divulgou a compra de 39,6 milhões, por meio do Consórcio Nordeste, e o segundo, de seis milhões de doses do imunizante.

Além disso, prefeitos de Belo Horizonte (MG), Betim (MG) e Maricá (RJ) também anunciaram acordos pela compra da vacina russa.

Veja mais: Covid-19: vacinação e doação de sangue

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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Publicado por
Clara Barreto

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