Covid-19: nova variante descoberta na França não é detectável por PCR convencional - PEBMED

Covid-19: nova variante descoberta na França não é detectável por PCR convencional

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O Ministério da Saúde francês anunciou que uma nova variante da Covid-19 foi descoberta na região da Bretanha. A particularidade dessa variante bretã é que ela seria indetectável por um teste de PCR convencional.

Esta mutação do novo coronavírus está sendo chamada de HMN.19B. Dos 79 pacientes positivos para a doença, oito casos eram portadores da nova variante. O primeiro teste de PCR realizado no hospital Lannion, em Côtes-d’Armor, nesses oito pacientes foi negativo, embora apresentassem os sintomas. Após análises de amostras de sangue e tecido do sistema respiratório, a infecção pelo novo coronavírus foi confirmada. Dias depois da realização dos testes, os oito pacientes vieram a óbito.

Segundo os cientistas, a cepa modificada possui 18 mutações, sendo sete delas situadas na proteína Spike. Portanto, há um risco desta variante ser mais transmissível e mais resistente. No entanto, mais estudos serão necessários para verificar de que maneira essa mutação se comporta nos pacientes.

imagem digital de variante da Covid-19

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Mais variantes sob investigação

Em fevereiro, pesquisadores finlandeses também descobriram outra variante que era potencialmente menos detectável por alguns testes de PCR. Como resultado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou esta última variante como “variantes sob investigação”.

A descoberta dessa nova variante da Covid-19 ocorre em um momento em que a França e grande parte da Europa enfrentam um surto de novos casos e um aumento nas hospitalizações devido à variante britânica, agora a maioria em todo o continente.

A chegada de novas variantes não é uma surpresa. Sempre que uma nova variante surge, os pesquisadores devem investigar se ela é mais letal ou contagiosa do que outras mutações conhecidas. Os cientistas ainda devem analisar se essa nova mutação reduz a eficácia da vacina.

Leia também: CROI 2021: impacto da vacinação e das variantes do SARS-CoV-2 na imunidade

Além disso, como é o caso da variante bretã, devem ser realizadas experiências para avaliar a forma de adaptar os protocolos dos testes PCR para permitir a detecção da nova variante.

Atualmente, a principal preocupação com essas novas variantes, que escapam à detecção pelos testes de PCR, é que podem criar novos focos de contaminação e aumentar o número de casos. E, claro, outra grande preocupação é que essas variantes podem gerar novas variantes mais perigosas.

Variantes já identificadas

A nova variante francesa se junta às já conhecidas variantes inglesa (B.1.1.7), brasileira (P.1), sul-africana (B.1.351), californiana (CAL.20C) e nova-iorquina (B.1.526).

Por enquanto, as três principais variantes que preocupam a comunidade científica são a variante britânica, a variante brasileira e a variante sul-africana. Em termos de transmissibilidade e letalidade, a variante britânica é 50% mais transmissível e 30% mais letal do que as outras variantes. Diversos relatórios sugerem que ela é 64% mais mortal.

As outras duas variantes principais são consideradas mais contagiosas, embora os dados sobre sua transmissibilidade variem amplamente. Além disso, algumas questões permanecem sem resposta, em particular no que diz respeito à letalidade das variantes brasileira e sul-africana em comparação com outras variantes.

Eficácia das vacinas

A maior preocupação da comunidade científica diz respeito à eficácia das vacinas na prevenção das formas graves em pacientes que contraíram uma das variantes. Tudo indica que as vacinas que receberam autorização de uso de emergência e aquelas em desenvolvimento clínico permanecem eficazes contra a variante britânica. No entanto, as investigações ainda estão em andamento para determinar se as vacinas são eficazes contra as outras duas variantes principais.

Ouça também: Variantes de Covid-19 e o impacto na prática médica [podcast]

De acordo com alguns resultados, as vacinas são muito menos eficazes contra a variante sul-africana. Recentemente, um ensaio clínico mostrou que a vacina AstraZeneca foi apenas 10% eficaz contra esta variante.

As mutações que permitem ao vírus contornar a resposta imunológica se replicam mais rapidamente. Assim, uma carga viral mais elevada está geralmente associada a enfermidades mais graves e a um risco aumentado de óbito.

Consequentemente, a busca por novas variantes é crucial. É por isso que as autoridades de saúde mundiais têm intensificado a vigilância genômica, pois temem a chegada de variantes que escapem à detecção, se espalhando com mais facilidade, causando formas mais graves da doença e prejudicando a eficácia das vacinas em uso.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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