Cuidados de enfermagem à pessoa com transtorno do pânico

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O transtorno do pânico (TP) é considerado uma doença crônica que provoca grande prejuízo da qualidade de vida, com etiologia multifatorial com aparecimento geralmente na idade adulta, após os 20 anos, afetando mais mulheres do que homens, até três vezes. A doença geralmente é provocada após episódios ou períodos de estresse. 

A presença de ataques de pânico que geram medo e modificação do comportamento, mal estar abrupto, que acometem a pessoa de forma crônica e intensa. Todos os transtornos relacionados com o estado de ansiedade levam a pessoa a angústia e a presentificação do futuro. Esses sintomas necessitam de atenção à saúde, uma vez que com técnica correta e o acolhimento necessário, o enfermeiro conseguirá sem medidas farmacológicas aliviar sintomas e melhorar o estado de saúde dos usuários do serviço de saúde.

Os ataques de pânico podem possuir sintomas que se confundem com outras doenças, isso acontece pela queixa principal que geralmente é relatada pelo usuário do serviço de saúde. Algumas chamam atenção pela frequência, tais como: dor torácica, palpitação e taquicardia, parestesia e sensação de asfixia. Outros sintomas são mais característicos de sintomas de quadros ansiosos, tais como: angústia, estado de ansiedade, falta de ar, acatisia, agitação psicomotora, confusão mental, fragilidade emocional no momento da crise. Os usuários relatam não conseguir ficar no local ou na situação que esteja causando percepção de mal maior. É importante realizar alguns cuidados importantes. Dessa forma vamos apresentar alguns cuidados frente a pessoa com transtorno do pânico.

Saiba mais: A ansiedade: como enfrentá-la no ambiente de trabalho?

transtorno do pânico

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Cuidados de enfermagem

  • Realize o acolhimento da pessoa de maneira empática e sempre trabalhe a escuta ativa. É importante que a pessoa se sinta acolhida pelo profissional de enfermagem, mesmo em momentos de crise, portanto valorize o encontro e seja sensível;
  • Tranquilize o paciente, esclarecendo quanto aos sintomas. Seja claro com as informações e faça contato visual e corporal mostrando que está no local para acolhê-lo. Muitas vezes a falta de informação pode levar a pessoa a não compreender o quadro de pânico, confundindo com outras morbidades;
  • Esclareça que os sintomas não são provenientes de um mal maior ou morte iminente.  Muitas vezes, nas primeiras crises a pessoa não sabe lidar com os sintomas e compreende o fenômeno associado com outros males;
  • Esclareça e ofereça apoio no momento de crise, explicando que é realmente desagradável. Se mostre compreensível e reforce que há caráter passageiro. Lembre-se que na maioria das vezes, a tranquilização pode ser suficiente para terminar com os sintomas mais graves. Tentar medidas não farmacológicas sempre deve ser objetivo dos profissionais de enfermagem;
  • Estimule a pessoa a realizar a respiração de forma lenta, para que os sintomas de hiperventilação diminuam, movimentos de inspiração e expiração podem contribuir para a cessação de sintomas graves na crise;
  • Estimule, quando possível, que o paciente se mantenha deitado, com olhos fechados. Estímulos podem aumentar a crise, portanto é necessário garantir que o espaço de atendimento seja tranquilo e com o mínimo de ruídos possíveis. Observe as questões de segurança do paciente, para evitar riscos;
  • Construa um PTS imediato, compreendendo o que pode ser feito em relação a crise, quando houver. É importante construir cuidados a partir do outro, pois a construção de cuidado sem  diálogo pode proporcionar um descuido para o paciente.
  • Quanto ao uso dos medicamentos, os mais utilizados no tratamento são os ansiolíticos e estes são os Benzodiazepínicos. Para esses fármacos é importante:
  1. Administre os medicamentos de acordo com a prescrição, sempre avaliando os efeitos no usuários e a relação terapêutica benéfica do fármaco frente aos efeitos;
  2. Avalie o risco de queda, dificuldade de deambulação ou outra condição causada pelo excesso do uso dos medicamento ansiolíticos/sedativos;
  3. Avalie junto ao usuário o risco da pessoa realizar atividades instrumentais, como dirigir ou trabalhar em atividades que requer nível de atenção aumentado ou que ofereça periculosidade;
  4. Avalie as alterações no ritmo do sono e sempre avalie os horários de administração do fármaco;
  5. Sempre avalie o nível de sedação do fármaco;
  6. Tonturas, náusea e vômito podem ser possíveis como efeitos adversos;
  7. Avalie a atividade sexual e a saúde sexual da pessoa. O uso desse medicamento pode gerar mudanças na libido;
  8. Avalie concentração e memória para saber se o paciente desenvolveu alguma alteração com o uso do medicamento.

Leia também: Pandemia aumenta casos de ansiedade, depressão e estresse. O que podemos fazer?

Os profissionais de enfermagem devem sempre valorizar a sintomática e não negligenciar os sintomas que podem ser confundidos com outras condições clínicas. Não menospreze os sentimentos do usuários e muito menos os sintomas que, para a pessoa, causam intenso sofrimento. Na maioria das vezes o acolhimento já diminui os sintomas quando a pessoa está em crise e por isso, devemos investir em tecnologias leves, ou seja, em tecnologias do cuidado que se apoiem na comunicação e em técnicas de acolhimento e escuta sensível. Mostrar para a pessoa que você se importa não é um ato humanitário, mas uma técnica para alívio dos sintomas.  Em associação com outras doenças como agorafobia, cuidar da condição espacial do cuidado, valorizando as áreas de cuidado, evitando locais com muitas pessoas ou com trânsito de pessoas. Caso seja relacionada às psicoses observar sintomas psicóticos e prescrever cuidados a equipe. Lembre-se sempre construa o cuidado. Este não é unidirecional, mas sim construído no diálogo. 

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Salum, Giovanni Abrahão, Blaya, Carolina e Manfro, Gisele Gus. Transtorno do pânico. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul [online]. 2009, v. 31, n. 2 [Acessado 3 Julho 2021] , pp. 86-94. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0101-81082009000200002>.
  • Oliveira, Marques e Silva, et.al. Cuidados de enfermagem frente ao transtorno de ansiedade. Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2020; 5(1): 397–412
  • Zuardi AW. Características básicas do transtorno do pânico. Medicina (Ribeirão Preto, Online.)2017;50(Supl.1),jan-fev.:56-63.DOIhttps://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v50isupl1.p56-63

 

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