Página Principal > Cardiologia > Dabigatrana é eficaz para tratar injúria miocárdica após cirurgias não cardíacas || Congresso ACC 2018
medicamento vacina

Dabigatrana é eficaz para tratar injúria miocárdica após cirurgias não cardíacas || Congresso ACC 2018

Tempo de leitura: 2 minutos.

Um novo ensaio clínico, apresentado essa semana no Congresso Anual do American College of Cardiology (ACC) 2018, comparou a segurança e a eficácia da dabigatrana na redução de eventos cardiovasculares graves em pacientes com injúria miocárdica após cirurgia não cardíaca.

Os autores recrutaram 1.754 indivíduos (idade média = 71 anos; 49% do sexo feminino) com evidência de lesão miocárdica após cirurgia não cardíaca. Foram excluídos pacientes com história de diátese hemorrágica ou sangramento intracraniano, intraocular ou espinhal prévio, que receberam anticoagulação ou apresentaram taxa de filtração glomerular estimada de < 35 ml/min. A duração do follow-up foi de 16 meses.

Os participantes foram randomizados para receber dabigatrana 110 mg (n = 877) ou placebo (n = 877). Entre eles, 74% fazia uso de aspirina, 8% de inibidor de P2Y12 e 69% de estatinas.

Uso de estatinas reduz mortalidade em cirurgias não cardíacas?

Dabigatrana na injúria miocárdica

O desfecho primário (composto de morte cardiovascular, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral não hemorrágico, doença arterial periférica, amputação, tromboembolismo venoso (TEV) sintomático foi atingido por 11% do grupo que recebeu dabigatrana versus do grupo que recebeu placebo (p = 0,012):

Morte Cardiovascular Infarto do Miocárdio TEV sintomático
Dabigatrana 6% 4% 1%
Placebo 7% 5% 2%

O desfecho primário de segurança (composto de hemorragia interna grave e crítica) foi 3% para dabigatrana e 4% para placebo (p = 0,76). Os desfechos secundários (componentes arteriais do desfecho primário) foram 10% para dabigatrana e 14% para placebo (p < 0,05).

Para os autores, os resultados desse ensaio indicam que a adição de dabigatrana 110 mg em pacientes com injúria miocárdica após cirurgia não cardíaca reduziu as taxas de eventos cardiovasculares graves em comparação com placebo; as complicações hemorrágicas foram semelhantes. No entanto, o ensaio foi interrompido devido à perda de financiamento, então esses achados devem ser analisados com cautela.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.