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idosas andando pelo corredor do hospital

Delirium no idoso: intervenções da enfermagem na prevenção e tratamento

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Tempo de leitura: 3 minutos.

O delirium no idoso é definido como uma síndrome geriátrica aguda e reversível de trajetória flutuante, que altera a capacidade de atenção, cognição e consciência dos indivíduos afetados. Trata-se ainda de uma desordem grave, sub-reconhecida e, frequentemente, fatal que pode afetar qualquer faixa etária. No entanto, é muito comum entre os idosos principalmente em internações de longa permanência como um sinal de alguma desordem aguda que necessita de investigação. Ou ainda como trajetória natural de doenças avançadas que seguem para fase final de vida. 

Um estudo realizado nos EUA indica que as taxas de incidência em pacientes idosos internados após fratura podem ser de 28% a 61%, após procedimento cirúrgico 15% a 53% e durante hospitalizações comuns pode chegar a 3% a 29%. Já a prevalência de idosos que apresentam delirium em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com ventilação mecânica pode chegar de 60% a 80%. Sem ventilação, essa taxa reduz para 20% a 50%. Por outro lado, cerca de 83% dos pacientes idosos que possuem doenças avançadas podem apresentar delirium na trajetória da doença para a fase final de vida que, primeiramente, deve ser investigado e tratado ou compreendido como o processo natural dessa fase. 

Desenvolvimento do delirium

O desenvolvimento do delirium pode ser desencadeado por diversos fatores como:

  • Idade avançada, excesso de medicações;
  • Constipação intestinal;
  • Infecções;
  • Sintomas recorrentes como dor;
  • Desidratação;
  • Síndromes demenciais pré-existentes;
  • Contenção mecânica e outras restrições físicas.

Como avaliar instrumentos para medição da gravidade do delirium?

Particularmente em idosos, muitas vezes o diagnóstico é negligenciado. Pois mesclam-se outras doenças, por exemplo, síndromes demenciais com manifestações clínicas semelhantes. Então, é de extrema importância que durante a avaliação do idoso em que haja comprometimento cognitivo, o delirium seja levado em consideração. 

Uma das recomendações de melhores práticas assistências é que toda a equipe de profissionais da saúde inseridos no cuidado e, principalmente, a equipe de Enfermagem estejam aptos na prevenção, identificação e prestação dos melhores cuidados. Porém uma das maiores dificuldades entre os profissionais é a identificação precoce desta condição.

Sendo assim, os principais sinais e sintomas são: 

  • Flutuação do nível de consciência;
  • Perda da capacidade de manter um diálogo;
  • Dificuldade de manter atenção;
  • Desorientação tempo espaço;
  • Hipoatividade: os pacientes podem permanecer quietos, isolados e olhar parado ou apresentarem Hiperatividade: com agitação, inquietude e falas desconexas;
  • Alterações no padrão de sono: sonolência diurna e agitação no período noturno;
  • Alucinações, delírios ou paranoias;
  • Alterações de personalidade e de capacidade de demonstrar afeto. 

Principais intervenções para prevenção e tratamento de delirium:

  • Investigar e tratar as causas;
  • Avaliar sintomas que possam exacerbar o delirium (ex: dor). Atenção especial aos idosos não comunicantes;
  • Identificação precoce dos fatores de risco e precipitantes. Eliminá-los conforme seja possível; 
  • Contenção química, se necessário. Contenção mecânica está contraindicada, pois aumenta a agitação e fere o princípio da dignidade humana;
  • Monitoração de sinais vitais e manifestações clínicas que indiquem complicações;
  • Revisar medicações que possam causar ou aumentar o delirium;
  • Administrar medicações prescritas e monitorar resposta;
  • Vincular um profissional que realizará a assistência, evitar muitos profissionais realizando o cuidado no mesmo paciente;
  • Incentivar a presença de um familiar ou pessoa em que o paciente sinta confiança;
  • Educar a família sobre as causas e tratamento;
  • Promover ambiente com iluminação adequada e ausência de ruídos que possam causar incomodo;
  • Retirar equipamentos desnecessários e ruidosos do ambiente;
  • Adaptar objetos de uso diário, por exemplo, livros com letras grandes ou telefones com números maiores;
  • Fornecer acesso a um relógio e calendário;
  • Orientar e reorientar sobre onde eles estão, cada procedimento e cuidados a serem realizados e a condição de saúde;
  • Se identificar sempre ao se apresentar ao paciente;
  • Promover atividades que estimulem a cognição;
  • Incentivar a ingestão de líquidos caso não haja restrições;
  • Considerar a hidratação via intravenosa ou subcutânea aos pacientes incapazes de ingerir por via oral se indicado;
  • Incentivar exercícios de amplitude de movimento mesmo em pacientes acamados e ainda a mobilização precoce sempre que possível;
  • Evitar procedimentos e realização de cuidados durante repouso.

Os episódios devem ser levados em consideração durante a história clínica da pessoa. Pois é um importante marcador de vulnerabilidade cerebral de idosos com potencial de desenvolver danos cognitivos permanentes. E ainda como indicador de segurança dos pacientes em hospitais, ambulatórios, domicílio e instituições de longa permanência. Deve ser levado em conta no desenvolvimento tanto de protocolos hospitalares quanto na construção do plano de cuidados individuais. 

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Autora: 

Referências:

  • Inouye SK, Westendorp RGJ, Saczynski JS. Delirium in elderly people. The Lancet. [Internet]; 2014; [citado em agosto de 2019].
  • Pincelli EL, Waters C, Hupsel ZN. Ações de enfermagem na prevenção do delirium em pacientes na Unidade de Terapia Intensiva. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. [Internet]; 2015; [citado em agosto de 2019]: 60:131-9.
  • Kalish VB, Gillham JE. Unwin BK. Delirium in Older Persons: Evaluation and Management. American Family Physician. [Internet]; 2014; [citado em agosto de 2019].
  • Dwight DF. Delirium: The Nurse’s Role in Prevention, Diagnosis, and Treatment. Med Surg.[Internet]; 2014; [citado em Agosto de 2019].

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