Depressão pós-parto: veja nova recomendação para prevenção da doença - PEBMED

Depressão pós-parto: veja nova recomendação para prevenção da doença

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A depressão pós-parto é um distúrbio que acomete mulheres aproximadamente de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê. Também denominada depressão perinatal, o transtorno é causado por diversos fatores e acredita-se que um deles é a alteração hormonal que ocorre no organismo da gestante durante a gravidez, em especial pela mudança nos receptores de GABAe em seus moduladores alostéricos.

A  U.S. Preventive Services Task Force (Task Force) publicou em agosto uma diretriz com novas recomendações para a prevenção da depressão pós-parto. A entidade orienta que, em casos em que for identificado o risco de desenvolvimento da depressão perinatal, os médicos devem intervir com aconselhamento psicológico. Esta é uma recomendação de nível B.

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A depressão perinatal atinge uma entre sete gestantes e causa diversas complicações a curto e longo prazo, que trazem más consequências tanto para a mãe quanto para o bebê. O aconselhamento psicológico serviria como uma forma de prevenir o surgimento da doença. A Task Force verificou que dois procedimentos se mostraram mais eficazes:

  1. Terapia comportamental cognitiva – centra-se no conceito de que pensamentos positivos atuam na mudança de humor e que podem ser adquiridos por meio do combate a crenças e pensamentos negativos. Este tipo de terapia trabalha na ativação comportamental, educação do paciente em termos de alcance de metas e intervenção para identificar e modificar padrões de negatividade.
  2. Terapia interpessoal –  é centrada no tratamento de problemas pessoais do paciente com outros indivíduos, que podem contribuir para o desenvolvimento ou manutenção de distúrbios psicológicos. Este tipo de intervenção aplica técnicas de análise comunicacional, teatro, estudo de tomada de decisão, etc.

Esta diretriz da U.S. Preventive Services Task Force é indicada para mulheres no período perinatal com alto risco de desenvolver a depressão, não para aquelas em que a doença já foi diagnosticada. Atualmente, ainda não há um método eficaz que confirme quais fatores são determinantes no desenvolvimento do transtorno, porém alguns sinais podem servir de alerta, como mulheres com histórico depressivo, mães muito jovens e ou solteiras (não importando se trata-se ou não da primeira gestação), entre outros.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • U.S. Preventive Services Task Force. Draft Recommendation Statement on Interventions to Prevent Perinatal Depression Counseling can help prevent perinatal depression in women at increased risk – August 28, 2018

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