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Os profissionais da enfermagem são os mais expostos a riscos ocupacionais. Por ser o maior número de profissionais da saúde, desempenhando papel fundamental na proposição do cuidado e na assistência à saúde, são os que mais sofrem com riscos ocupacionais. Enquanto as discussões sobre adoecimento dos profissionais de enfermagem têm vigorado alguns capítulos midiáticos durante a pandemia, ainda é escasso o número de ações que mudem a vida das enfermeiras e de técnicos de enfermagem em todo Brasil. A situação merece maior atenção da sociedade, uma vez que problemas relacionados ao adoecimento dos profissionais diminuem a qualidade da assistência e podem gerar erros que impedem a proposição do cuidado preterida por instituições, profissionais e sociedade ética.

Saiba mais: Saúde mental de profissionais de enfermagem na pandemia de coronavírus

Indubitavelmente, uma das doenças que figuram nas discussões sobre o adoecimento dos profissionais de enfermagem é a síndrome de burnout. Este mal está ligado aos estresses e aos problemas do ambiente laboral.  Os problemas institucionais presentes no serviço de saúde e a reação do profissional frente às vulnerabilidades, provocam a síndrome de burnout. Do inglês burn = queimar e out = fora, a síndrome de burnout ou a síndrome do esgotamento profissional, foi definida pelo psicanalista alemão Freudenberger. Este após sofrer com sintomas terríveis, ligado ao estresse na década de 70, criou a descrição da condição pautada no colapso da capacidade adaptativa, essas se solidificam na figura da exaustão emocional, da redução da realização pessoal  e da despersonificação. A condição advém do fato da pessoa realizar atividades que ultrapassam seus limites, aliados a outras questões. Vamos compreender a tríade da síndrome de burnout.

síndrome de burnout

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A exaustão emocional (EE)  

Compreendida como uma fadiga intensa, onde a pessoa perde as forças de enfrentamento do dia-a-dia do trabalho. A pessoa acaba por compreender que está sendo exigida além dos limites emocionais.

Redução da realização pessoal (RP)

Acontece quando a pessoa possui falta de perspectivas para o futuro, frustração e sentimentos de incompetência e fracasso.

Despersonalização (DE)

Compreende o comportamento de distanciamento emocional e indiferença em relação ao trabalho.

Alguns comportamentos podem ser vistos como precursores da síndrome de burnout, tais como: dedicação intensificada, descaso com necessidades pessoais, aversão a conflitos, compreensão diferentes de valores, afastamento ou negação dos problemas, dificuldade em ficar em grupo ou em participar de reuniões, despersonalização, tristeza e sentimento de indiferença, desesperança e exaustão, colapso físico e mental, excesso de trabalho, pressão por resultados, dupla jornada de trabalho, etc. O estresse se intensifica a partir dessas condições e leva a pessoa a ter problemas graves de saúde. O estresse presente como reação às condições de vulnerabilidade acontece por ser uma condição considerada como uma resposta da pessoa ao acontecimento ou agente agressor. Frente a necessidade da pessoa lidar com o estresse constante a pessoa pode ter fadiga, por estar em constante estado de alerta. 

Como o problema é uma realidade para os profissionais de enfermagem, temos a obrigação de discutir as temáticas na direção da reinvenção de práticas para a diminuição do sofrimento dos profissionais de enfermagem. Uma primeira possibilidade  é discutir as questões institucionais que devem ser sensibilizadas para que melhores práticas de cuidado sejam construídas. A síndrome de burnout adquire diversos aspectos nos profissionais de enfermagem, principalmente por esses terem agregados ao seu serviço diversas atividades, além da desvalorização salarial e excesso de trabalho. O processo de trabalho do enfermeiro pode ser o grande gerador da síndrome. O importante é saber que essas vulnerabilidades devem ser originárias do mundo do trabalho e não da vida pessoal. Vamos identificar o problema, observando as principais sensações que podemos ter frente ao problema, que já foram anteriormente citadas nos possibilitando criar soluções. Para tal proposição vamos conhecer as questões que devem ser investigadas frente à pessoa com EE, RP, DE.

Avaliação na entrevista psiquiátrica frente a pessoa com EE, RP ou DE. Faça perguntas sobre as seguintes questões:

  • Sentimento de consumo pelo trabalho;
  • Sentimento de esgotamento;
  • Sentimento de esgotamento no final do dia;
  • Sentimento de cansaço diário;
  • Sentimento de esforço sempre nas atividades diárias;
  • Dificuldade de resolver problemas;
  • Sentimento de não conseguir êxito nas atividades;
  • Dificuldade de compreender aprendizado;
  • Não se compreende como útil;
  • Falta de interesse nas atividades;
  • Não percebe função em suas atividades;
  • Não vê sentido ou importância nas atividades;
  • Aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • Distúrbios do sono;
  • Alterações sexuais.

O tratamento da síndrome de burnout pode ser realizado de várias formas, sendo importante salientar que a medicalização não é a única forma de cuidado, visto que os problemas podem ser institucionais ou pessoais na esfera comportamental. Podemos observar na maioria das vezes o cuidado voltado a medicalização e a psicoterapia, principalmente na linha comportamental.  O enfermeiro deve estar presente em todas as formas de tratamento e traçar uma linha de cuidado junto ao usuário, por meio do projeto terapêutico singular. O processo de cuidado se dá desde a definição de metas até a reavaliação dos processos, compreendendo os sintomas, para que a partir disso, possamos compreender melhor as atividades a serem construídas.

Leia também: Ideação suicida entre médicos: burnout ou depressão?

Práticas de cuidado contra a síndrome de burnout

  • Atenção as medicações e aos seus efeitos adversos;
  • Participar da construção do PTS;
  • Utilizar as consultas de enfermagem para construir cuidado junto ao usuário;
  • Compreender o processo alimentar, do sono e de uso de substância ou outras condições ligadas à doença;
  • Criar um espaço ativo de escuta e cuidado, estabelecendo vínculo com o usuário;

O importante é compreender que o trabalho se tornou um peso e que ações devem ser constituídas por todos os atores envolvidos, para que a saúde da pessoa seja restabelecida. As instituições devem se preocupar com o movimento corporativo que possa gerar a síndrome de Burnout. Os estabelecimentos de saúde são responsáveis pela saúde dos profissionais e devem criar programas de cuidado dos seus colaboradores. Se todos contribuírem, podemos ter a diminuição desse mal que muito afeta os profissionais de enfermagem.

Autor:

Referências bibliográficas:

Borges F.E.de S. et. al. Fatores de risco para a síndrome de Burnout em profissionais da saúde durante a pandemia de Covid-19. Rev Enferm Atual In Derme v. 95, n. 33, 2021 e-021006

Santana T. da R. et.al. Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem de um hospital no Piauí. Saude e pesqui. (Impr.) ; 14(2): 307-317, abr-jun 2021.

Baldonedo-Mosteiro M, Almeida MCS, Baptista PCP, Sánchez-Zaballos M, Rodriguez-Diaz FJ, Mosteiro-Diaz MP. Síndrome de burnout em trabalhadores de enfermagem brasileiros e espanhóis. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2019;27:e3192. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1518-8345.2818.3192

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