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Diabetes tipo 1: liraglutide pode ser útil no controle glicêmico?

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Diabetes tipo 1

O diabetes mellitus tipo 1 caracteriza-se por uma incapacidade do organismo em produzir insulina devido à destruição autoimune das células beta do pâncreas. Alguns pacientes com essa doença possuem dificuldade em manter controle glicêmico adequado, sendo mais propensos ao desenvolvimento de complicações graves. Os hormônios que participam desse controle incluem insulina, glucagon, GIP, GLP-1, cortisol, amilina, adrenalina e hormônio do crescimento. Há um desequilíbrio na regulação desses hormônios em diabéticos.

Liraglutide

O liraglutide é um antidiabético análogo do GLP-1, que estimula a liberação de insulina pelo pâncreas proporcional ao nível de glicose, suprime o glucagon, retarda o esvaziamento gástrico, reduz o apetite e provoca perda ponderal. Após o lançamento do liraglutide em 2011, um estudo de 12 semanas foi elaborado incluindo pacientes com diabetes tipo 1 e demonstrou impacto positivo em perda ponderal, melhora do controle glicêmico e redução na pressão arterial sistólica.

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Um novo estudo randomizado duplo-cego, de duração de 1 ano, com 46 pacientes diabéticos tipo 1 foi apresentado em 2018 e examinou os efeitos do liraglutide nessa população. Do total, 26 pacientes receberam diariamente liraglutide na dose de 1,8 mg e os demais, placebo por 26 semanas. Na 52ª semana, o grupo do liraglutide demonstrou resultados semelhantes ao estudo anterior:

  • Queda estatisticamente significativa nos níveis de hemoglobina glicada;
  • Perda ponderal;
  • Redução da pressão arterial sistólica.

Conclusões

O diabetes mellitus tipo 1 geralmente se manifesta em pacientes jovens e está associado a altas taxas de complicações, como retinopatia, nefropatia e doença renal terminal, neuropatia, doença macrovascular e morte prematura. Esses pacientes enfrentam dificuldade em alcançar níveis de glicose sérica próximos à faixa normal com o uso isolado de insulina, portanto a disponibilidade de uma medicação adicional que seja eficaz pode auxiliar na prevenção dessas complicações.

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Autor:

Maiane Pauletto

Graduada em Medicina pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) em 2017/2 ⦁ Atualmente, Residente em Clínica Médica no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).

Referências:

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