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Dismenorreia: aprenda como diagnosticar a cólica menstrual

Essa semana no Portal da PEBMED falamos sobre orientações sobre o manejo da dismenorreia e endometriose em adolescentes. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, separamos os critérios sobre apresentação clínica e critério diagnóstico da dismenorreia.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Apresentação Clínica da Menorreia

  • Fatores de risco: Menarca precoce, longos períodos menstruais, tabagismo e maior índice de massa corpórea são apontados como riscos em potencial para aparecimento de dismenorreia primária.
  • Quadro Clínico: Dores tipo cólica, em região pélvica, durante o ciclo menstrual. Caso a dor ocorra no início ou antes do primeiro dia do ciclo menstrual está mais associada a dismenorreia primária. Caso ocorra sem relação com os dias do ciclo menstrual, está associada com dismenorreia secundária.
  • Caracterizar ciclo menstrual: Sempre perguntar sobre DUM (data da última menstruação), características do ciclo menstrual, tais como sobre dores cíclicas, volume do sangramento, entre outras demais sintomatologias.
  • Exame físico: Procurar por sinais de abdome agudo (pensando em diagnósticos diferenciais), topografia da dor abdominal, exame especular procurando leucorreia, odor da secreção, características do colo uterino buscando sinais inflamatórios e toque vaginal para avaliação de dor a mobilização do colo uterino.

Abordagem Diagnóstica

  • Dismenorreia primária: Diagnóstico clínico, caracterizado por: cólicas menstruais, de inicio precoce ou no início do ciclo menstrual com término de 12 a 72 horas após o inicio dos sintomas, sem outras sintomatologias associadas. Pode estar associada com: Cefaleia, dor lombar e êmese (mais comum).
  • Dismenorreia secundária: Mudança no início e na intensidade da dor. Outros sintomas, como: febre, dispareunia, sangramento uterino anormal e outros sintomas, podem estar associados. Ultrassonografia transvaginal pode ser avaliada principalmente para excluir doenças inflamatórias pélvicas e/outras causas. Na dependência do diagnóstico, avaliar laparoscopia, tomografia e histeroscopia.
  • Importante: Verificar regularidade menstrual. No caso de dúvidas, pedir beta-HCG para excluir quadros de abortamento e ectópicas.

Diagnóstico Diferencial

  • Abortamento;
  • Gestação ectópica;
  • Doença inflamatória pélvica;
  •  Endometriose;
  • Adenomiose;
  • Pólipos;
  • Miomatose.

Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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