Dor do membro fantasma: como cuidar do paciente com ela?

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A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável. Pode está relacionada a lesões reais, potenciais. No entanto, há um tipo de dor que possui a sensação de dor de uma parte do corpo que fora removida. Na maioria das vezes é um membro ou um órgão que foi amputado por um trauma. As pessoas expressam sensações de formigamento difuso, que acaba por reconstruir a extensão do membro amputado.

A dor em questão é considerada pela disfunção do sistema nervoso central ou periférico. Não é totalmente compreendida sendo vasta a interpretação na literatura, há afirmações de que seria ligada ao sistema motor e sensorial de plasticidade, como um remodelamento sináptico, uma adaptação sensorial, consideram uma redução da ação inibitória de interneurônio na aferência sensitiva o que provocaria a sensação dolorosa. A dor do membro fantasma reduz a qualidade de vida e provoca sensações dolorosas que pode gerar grave descompensação na pessoa.

dor do membro fantasma como tratar

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A dor do membro fantasma

Mesmo sendo considerado um dos problemas mais antigos da humanidade, a amputação possui uma grande importância de discussão pelo seu impacto psicossocial. Não havendo meios terapêuticos a amputação se torna muitas vezes a única solução de sobrevivência. Após amputação uma nova vida deve ser levada pela pessoa, com diversas adaptações instrumentais. O profissional de saúde também encara diversos desafios em relação aos cuidados e a abordagem clínica terapêutica da pessoa que sofreu amputação do membro.

A dor é um dos maiores desafios para o profissional de saúde, principalmente pelo quadro álgico relativo à amputação que pode gerar dor somática causada pela retirada do membro ou neuroma do coto, considerado uma inflamação da localidade. No caso da dor do membro fantasma, não é uma dor real, mas uma projeção, o cérebro, responsável pela formação da imagem corporal, continua identificando o membro amputado.

Diagnóstico e tratamento

Alguns diagnósticos de enfermagem podem ser realizados para o cuidado a pessoa com dor fantasma. A sensação pode diminuir com o passar do tempo. O tratamento pode ser realizado com o objetivo da perda da dor. A dessensibilização, o enfaixamento do coto, a massagem proprioceptiva pode ser muito eficaz. Diagnósticos de enfermagem podem contribuir para o cuidado mais efetivo. Os diagnósticos de enfermagem estão para a remissão dos sintomas como sensações formigamento, queimação, dormência, câimbra, pontadas, ilusão de movimento dor no membro que foi amputado. Além disso, podem contribuir com questões integrais da pessoa em sofrimento.

Vamos conhecer alguns cuidados de enfermagem possíveis a pessoa com dor do membro fantasma:

Diagnóstico

Intervenções
Alívio ou redução da dor a um nível de conforto que seja aceitável até a remissão total da dor. Realizar um levantamento da dor sentida pela pessoa; Compreender as características da dor; Compreender inicio e duração da dor; Compreender a frequência, intensidade e gravidade da dor; Compreender os fatores precipitantes; Assegurar analgesia junto ao serviço de atenção multiprofissional; Intervir com medidas farmacológicas em seu papel; Analisar as influências culturais relacionadas a dor; Compreender o impacto da dor na qualidade de vida da pessoa; Avaliar com o usuário do serviço se as intervenções estão sendo adequadas; Monitorar a satisfação do paciente com o controle da dor, a intervalos específicos; Encorajar a pessoa a discutir sua experiência de dor, quando adequado.
Educação ineficaz sobre a dor Realizar informações sobre o quadro clínico e quanto a sensação de dor relacionado a amputação; Orientar quanto as medidas farmacológicas; Encorajar o paciente a monitorar a própria dor e a interferir adequadamente; Esclarecer quanto a implementação de medidas de cuidado para facilitar a compreensão dos cuidados prestados. 
Apoio emocional Oferecer apoio emocional ao paciente e família; orientar quanto aos dispositivos de acolhimento; Marcar consultas periódicas para compreender a sensação dolorosa e as questões da pessoa; avaliar possíveis sofrimentos psíquicos;
Enfrentamento defensivo  Avaliar possíveis sinais depressivos; Compreender os sentimento da pessoa e a reação à amputação; Avaliar a projeção possível de culpa; Avaliar medo de preconceito; Avaliar medo em relação a modificação de vida; Compreender a fase psíquica em relação a perda do membro.
Ansiedade Compreender a ansiedade da pessoa em relação à dor; Compreender as preocupações em razão de mudança em eventos da vida; compreender o sentimento em relação a Produtividade diminuída Preocupação Sensação de inadequação; em relação ao Sofrimento ou Medo ligado a condição de amputação do membro;
Disfunção sexual Avaliar perda de libido; avaliar auto estima da pessoa; avaliar a relação da pessoa com o próprio corpo; estimular o diálogo com a parceira(o), compreender as dificuldades para realização da atividade sexual.

O tratamento da dor do membro fantasma deve ser realizado pela equipe multidisciplinar. Movimentos orientados pela fisioterapia e medicações de acordo com o prescrição médica são possibilidades terapêuticas relevantes no tratamento da dor.  O auxilio no quadro álgico inicia-se pela equipe de enfermagem desde a cirurgia de retirada do membro, com cuidados locais, também relativos à dor.

Leia também: Qual a conduta a ser realizada frente a pacientes amputados?

É importante salientar que quanto à dor as intervenções necessitam de avaliação e compreensão do quadro. O cuidado a pessoa valorizando as práticas multiprofissionais é o caminho para a reabilitação se que a pessoa sofra com a dor. As terapias de alívio da dor  e reabilitação ganharam novas terapias como a do espelho, onde o membro em frente do espelho faz a pessoa observar a ausência do membro. Tratamentos convencionais ainda apresentam bons resultados como as terapias físicas (massagem, frio, exercícios) e a terapia farmacológica que ainda é uma das mais utilizadas. Lembre-se que a pessoa pode esta em sofrimento e o cuidado a saúde mental é uma das ações mais importantes.

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Referências Bibliográficas

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