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médico medindo glicose de paciente com diabetes e problemas no sistema circulatório

Como a diabetes pode prejudicar o sistema circulatório dos pacientes?

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O diabetes mal controlado pode causar complicações em diferentes partes do corpo e o sistema circulatório é um exemplo deles. Para entender um pouco melhor a relação, conversamos com o angiologista Almar Bastos, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ).

Segundo ele, “o paciente portador da diabetes apresenta uma predisposição a fazer placa de aterosclerose nas paredes dos vasos sanguíneos. Esse acúmulo de gordura nas artérias propicia problemas como infarto, AVC e oclusões das artérias, que, no pior dos casos, pode ocasionar até uma amputação”.

O problema está no alto nível de açúcar, que, no portador de diabetes mal controlado, pode levar a complicações na circulação e nos nervos, provocando dores nas extremidades e até dormência.

Complicações do diabetes

Essa situação pode se agravar ainda mais com o uso de cigarro, pressão alta e desequilíbrio nos níveis de colesterol. E a má circulação, por sua vez, prejudica o combate às infecções e atrapalha a recuperação das úlceras nos pés.

Entre as complicações mais frequentes, estão: dores intensas, mesmo quando o paciente não está em movimento; dores na panturrilha ao caminhar; morte dos tecidos, quando há ausência de sangue nas extremidades dos membros; infecções graves nos pés; riscos de amputação dos membros e pé diabético.

Prevenção

Por outro lado, sabemos que o diabetes pode ser prevenido. Apesar de a doença possuir um forte fator genético, temos que lembrar aos pacientes na hora da consulta que a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação podem prevenir a diabetes tipo 2.

“O diabetes gera resistência ao hormônio da insulina, então, as células do obeso e do sedentário aderem a essa resistência e precisam de uma maior quantidade de insulina para conseguir introduzir a glicose dentro da célula, levando ao esgotamento do pâncreas, que é a origem da doença”, acrescenta o especialista.

Na maioria das vezes, o comprometimento leve consegue ser amenizado através das drogas vasodilatadoras. Mas, caso haja oclusão, a única solução será um procedimento cirúrgico.

“De uma maneira geral, em uma fase inicial, através de medicação é possível conseguir um melhor fluxo de sangue. As medidas cirúrgicas são tomadas apenas em casos de risco médio ou grave”, destaca Almar Bastos.

Aliás, vale alertar aos pacientes que a principal causa de amputação não traumática no mundo é ligada ao diabetes. No momento do atendimento, os médicos devem orientar seus pacientes a:

  • Usar calçados confortáveis e proteções em temperaturas baixas;
  • Examinar os pés diariamente;
  • Cuidar de ferimentos nos pés;
  • Manter uma boa alimentação (priorizar as frutas, verduras e proteínas);
  • Parar de fumar;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Controlar o nível de glicose.

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Aparecimento de feridas e úlceras

Uma alteração comum é a pele dos pés, que pode ficar muito seca e favorecer o aparecimento de feridas, como rachaduras. Isso acontece porque os nervos que controlam a produção de óleo e umidade estão danificados.

É importante orientar os pacientes a massagearem os pés com um bom creme após o banho e sempre que sentirem que a pele está desidratada. Alerte ainda que calos não-tratados podem transformar-se em úlceras.

Por isso, uma dica importante é alertar os pacientes a não cortarem os próprios calos, nem usar agentes químicos, que podem queimar a pele. O mais indicado é realizar a avaliação médica e procurar um podólogo especializado.

As úlceras ocorrem mais frequentemente na planta do pé ou embaixo do dedão. Quando aparecem nas laterais, geralmente é o sapato que está inadequado. O tratamento pode ser realizado com a limpeza e o uso de proteções especiais para os pés, mas pode exigir também a ação de um cirurgião vascular, caso a circulação esteja muito ruim.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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