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Em um paciente renal crônico, use ultrassom intravascular para angioplastar

Tempo de leitura: 2 minutos.

A doença renal crônica (DRC) é um fator de risco para aterosclerose e eventos cardiovasculares maiores (MACE – morte, AVC e IAM). Além disso, os resultados do tratamento não são tão bons quando comparados à população com função renal normal. Isso ocorre tanto no tratamento clínico como na intervenção coronariana. Para ajudar a entender o papel dos novos stents farmacológicos, um novo ensaio clínico foi realizado e resumimos as principais informações para você. 

Estudo Ultimate

O estudo ULTIMATE foi publicado em 2018. Ele incluiu participantes com indicação de angioplastia por reestenose e/ou recidiva da doença (“de novo lesion”), sintomáticos (angina e/ou infarto) ou não (isquemia presente em teste funcional mas sem sintomas clínicos). Realizado em 8 centros, recrutou cerca de 1400 pacientes randomizados em dois grupos: um com angioplastia (PCI) guiada pelo grau de estenose avaliado pelo hemodinamicista (Controle) e outro no qual a PCI foi guiada por ultrassom intravascular (USIV). Todos os pacientes receberam stents farmacológicos de segunda geração. 

No resultado principal, os autores observaram que o uso do USIV reduziu um desfecho combinado de morte cardíaca, IAM e revascularização. Contudo, na análise secundária, a mortalidade isoladamente não foi diferente entre os grupos, o que trouxe críticas e dificuldade em firmar essa prática no dia-a-dia. Agora em 2019 novos resultados foram publicados, dessa vez especificamente na população com DRC:

  • Pior prognóstico em termos de morte, IAM ou revascularização (nova PCI) ao longo de um ano nos renais crônicos em comparação com população com função renal preservada;
  • O uso do USIV reduziu significativamente o desfecho combinado (harzard ratio 0,35, IC95% 0,15-0,84), ou seja, uma redução em até 65% na chance de morte, IAM ou nova revascularização;
  • Esses resultados foram consistentes quando o USIV mostrou boa expansão e posicionamento do stent. Se ficar incompleto, não tem resultados expressivos.

Qual a mensagem prática?

Esses estudos reforçam conceitos que vem ganhando espaço nos últimos anos: a angioplastia de lesões > 50% não pode ser feita por reflexo óculo-estenótico, mas sim guiado por algum fundamento clínico ou de imagem: angina recorrente, isquemia extensa, disfunção do VE e, mais recentemente, FFR e USIV.

Autor: 

Referências: 

  • http://www.onlinejacc.org/content/early/2018/09/14/j.jacc.2018.09.013
  • https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ccd.28308

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