Pebmed

Cadastre-se grátis
Home / Enfermagem / Enfermagem: passo a passo da punção venosa periférica

Enfermagem: passo a passo da punção venosa periférica

Tempo de leitura: 3 minutos.

Punção venosa periférica consiste na introdução de um cateter venoso na luz de uma veia superficial, de preferência de grande calibre. Envolve a seleção de um dispositivo para venopunção e um local de inserção dependendo do tipo de solução a ser utilizada; da frequência e duração da infusão, da localização de veias acessíveis; da idade e do estado do cliente; e, sempre que possível, serão levadas em consideração as preferências do cliente.

  • Objetivo: instalar cateter em trajeto venoso periférico para manutenção de uma via de acesso para infusão de soluções ou administração de medicamentos (contínua ou intermitente).
  • Aplicação: aos pacientes internados com prescrição médica de soluções ou medicamentos intravenosos.
  • Responsabilidades: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
  • Contraindicação: absoluta – fístula arteriovenosa, esvaziamento ganglionar (mastectomia), veia esclerosada relativa: braço ou mão edemaciados ou que apresentem algum tipo de comprometimento, presença de queimadura, plegias no membro a ser puncionado e área de fossa cubital.

  1. Bandeja;
  2. Garrote;
  3. Clorexidina alcoólica 0,5% ou álcool à 70%, quando não houver clorexidina alcoólica;
  4. Bolas de algodão/gazes;
  5. Cateter intravenoso periférico sobre agulha apropriado ao calibre da veia e rede venosa do paciente (ex: Jelco® nº 24 – 22 em neonatologia/pediatria; Jelco® nº 20 à 14 em adultos);
  6. Filme transparente estéril para fixação;
  7. Luvas de procedimento;
  8. Dispositivo a ser conectado ao cateter venoso de acordo com o objetivo da punção (torneirinha, tubo extensor, tubo em “Y”);
  9. Material para permeabilização do cateter.

Leia mais: Instrumentos para identificação da dor em pacientes não comunicantes

  1. Lavar as mãos;
  2. Verificar na prescrição médica: nome do cliente, número do leito, solução a ser infundida, volume, data e horário;
  3. Datar o equipo com o prazo de validade, conforme recomendação da CCIH do hospital;
  4. Identificar o cliente pelo nome completo;
  5. Explicar o procedimento ao cliente e acompanhante;
  6. Calçar as luvas de procedimento;
  7. Posicionar o cliente de maneira confortável e adequada à realização do procedimento;
  8. Expor a região a ser puncionada;
  9. Palpar a rede venosa para escolher o local a ser puncionado, de preferência vasos periféricos superficiais de grosso calibre e distante das articulações. Indicadas: cefálica, basílica, mediana, as do antebraço e as do plexo venoso do dorso da mão; sentido distal para proximal;
  10. Escolher o cateter adequado ao calibre do vaso periférico;
  11. Prender o garrote acima do local escolhido (não colocá-lo sobre as articulações);
  12. Pedir ao cliente para abrir e fechar a mão e, em seguida, mantê-la fechada;
  13. Fazer a antissepsia da área usando algodão/gaze embebido em clorexidina alcoólica 0,5%, com movimentos no sentido do retorno venoso ou circular do centro para fora;
  14. Tracionar a pele do cliente (no sentido da porção distal do membro) com a mão não dominante, posicionando o dedo polegar cerca de 2,5 cm abaixo do local selecionado para a punção;
  15. Informar ao cliente o momento da punção, solicitando que faça uma inspiração profunda;
  16. Inserir a agulha com o bisel voltado para cima, até observar o refluxo do sangue;
  17. Retirar o mandril quando puncionar com cateter sobre agulha, fazendo pressão acima da ponta do cateter com o indicador da mão não dominante;
  18. Soltar o garrote e solicitar ao cliente para abrir a mão;
  19. Adaptar a conexão de duas vias ao cateter;
  20. Testar a permeabilidade do sistema. Observar se não há formação de soroma local;
  21. Fixar o cateter à pele do cliente, utilizando película transparente estéril de maneira que fique firme, visualmente estético e que não atrapalhe os movimentos;
  22. Identificar no próprio curativo do cateter o dia e hora da punção, o responsável pela mesma e o calibre do cateter utilizado;
  23. Colocar o cliente em posição confortável;
  24. Recolher o material utilizado, desprezar o lixo em local adequado;
  25. Retirar as luvas de procedimento;
  26. Higienizar as mãos;
  27. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário do paciente.

Veja também: Dispositivos de luz NIR podem diminuir falha de punção venosa periférica em pacientes pediátricos?

Autor:

Referências:

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017.
  • Harada JCS, Pedreira MLG. Terapia intravenosa e infusões. São Paulo: Yendis Editora, 2011.
  • Ministério da Saúde (BR). Hospital Federal de Bonsucesso. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Manual de Controle de Infecção Hospitalar. 2010.
  • Pedreira MLG, Harada MJCS. Terapia Intravenosa e Infusões. São Paulo, Editora Yendis; 2011

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.