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Efeitos do exercício físico sobre a hipertensão arterial resistente

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É de consenso geral que a prática rotineira de exercício físico, principalmente os exercícios de moderada intensidade, são de grande benefício para o controle de determinadas doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão arterial, assim como contribuem para a longevidade e para a manutenção do bem estar físico e mental da população.

Porém sabe-se que, pelo menos nos Estados Unidos, os pacientes com hipertensão arterial preferem continuar fazendo uso de medicações diárias ao invés de se exercitarem, apesar de também continuarem reclamando sobre a necessidade da utilização de tais medicações.

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O estudo em questão demonstrou uma redução na pressão arterial sistólica após 3 meses da prática de exercícios físicos aeróbicos de rotina em pacientes com hipertensão arterial resistente, sendo bastante segura e efetiva na redução de eventos cardiovasculares e da mortalidade nos pacientes em questão.

A definição de pressão arterial resistente consiste em níveis de pressão arterial sistólica ambulatorial iguais ou maiores que 130 mmHg e/ou níveis de pressão arterial sistólica iguais ou superiores a 135 mmHg durante o dia com o uso de até 3 medicações antihipertensivas incluindo diuréticos ou pacientes com pressão arterial sistólica controlada as custas de 4 ou mais medicações antihipertensivas.

Efeitos do exercício físico sobre a hipertensão arterial resistente

Métodos

O estudo denominado EnRiCH (Exercise Training in the Treatment of Resistant Hypertension), é um estudo prospectivo e randomizado, realizado em dois hospitais centrais de Portugal, no período de março de 2017 a dezembro de 2019 com a seleção de 94 pacientes entre 40 e 75 anos que foram divididos igualmente em dois grupos: um grupo recebeu treinamento aeróbico de moderada intensidade durante um período de 12 semanas e o segundo grupo permaneceu levando a vida cotidiana normal. Os critérios de exclusão utilizados foram hipertensão secundária, lesão em órgão alvo, falência cardíaca, falência renal e mudança de medicação durante o estudo. O grupo selecionado para a prática de exercícios treinava três vezes por semana durante 40 minutos de forma supervisionada. A primeira análise foi realizada três meses após e a pressão arterial medida durante 24 horas.

Resultados

Do total de pacientes elegíveis, 53 completaram o estudo até o final sendo 26 do grupo dos exercícios e 27 do grupo controle. 45% dos pacientes eram mulheres com idade média de 60 anos e não apresentavam diferença em relação ao grupo de drogas anti-hipertensivas.

Comparando com o grupo controle houve uma diminuição em 7,1 mmHg da pressão arterial sistólica e diminuição em 5,1 mmHg na pressão arterial diastólica, ambas medidas em ambulatório, assim como houve uma diminuição nas pressões arteriais de um modo geral medidas durante o dia. Além disso houve uma melhora significativa no sistema cardiovascular nos pacientes que realizaram exercícios.

Saiba mais: Uso de máscara em exercícios físicos não afeta respiração nem resposta cardiovascular, indica estudo

Conclusão

Um programa de treinamento com exercícios aeróbicos moderados por 12 semanas diminuiu de forma considerável os índices de pressão arterial em pacientes que apresentavam hipertensão resistente, o que se conclui que a inclusão de exercícios de moderada intensidade como coadjuvante no tratamento da hipertensão é bastante benéfica ao paciente.

Referências bibliográficas:

  • Lopes S, Mesquita-Bastos J, Garcia C, et al. Effect of Exercise Training on Ambulatory BP in Resistant Hypertension. JAMA Cardiol. 2021;6(11):1317-1323. doi:10.1001/jamacardio.2021.2735
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