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Enfermeiros e cuidados paliativos: como desenvolver um trabalho melhor

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2002, conceituou que os cuidados paliativos (CP) abrangem os pacientes que sofrem com doenças que ameaçam a sua vida, desde o seu diagnóstico. Já em 2007, a OMS lançou o seu primeiro guia com cuidados paliativos para pacientes em estado avançado de câncer.

Com isso, a organização deixa claro que entende que muitos problemas que aparecem na fase final das enfermidades poderiam ser controlados mais facilmente ou até mesmo desaparecidos antes, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes.

Isso porque os cuidados paliativos promovem o alívio da dor e do sofrimento, mesmo com a certeza de uma morte por uma doença sem cura. O principal nestes casos é cuidar do aspecto psicológico do enfermo, o escutando com atenção e carinho, assim como os seus familiares, oferecendo um sistema de suporte adequado, com abordagem multiprofissional.

O plano de cuidados individual é elaborado pelo Processo de Enfermagem (PE) e tem como base a melhoria da qualidade de vida da pessoa enferma. Há orientações sobre como dormir melhor, dicas de alimentação, atividades físicas e tratamentos possíveis para o alívio das dores.

Cuidados paliativos na UTI: atenção ao ‘sofrimento total’

Como desenvolver um trabalho melhor em relação aos cuidados paliativos

Esse difícil, mas necessário tema, serve para refletirmos sobre as necessidades do aumento da disponibilidade dos cuidados paliativos para as pessoas enfermas ao redor do mundo, assim como a ampliação da compreensão sobre as necessidades médicas, sociais, psicológicas e até mesmo espirituais dessas pessoas e de suas famílias.

Alguns aspectos são indispensáveis para o desenvolvimento do cuidado paliativo, como a sensibilidade para escutar o outro e compreender as necessidades de saúde, assim como as expectativas da pessoa enferma e de seus familiares.

Um dos maiores desafios para os profissionais de enfermagem é colocar em prática uma abordagem multidisciplinar desde o diagnóstico de uma doença grave e incurável. Até porque muitas vezes o enfermeiro encontra pacientes que já se encontram em fase terminal.

Dra. Cicely Saunders, o grande nome dos cuidados paliativos no mundo

Um exemplo de profissional de enfermagem que dedicou a sua vida ao alívio do sofrimento humano foi a Dra. Cicely Saunders, inglesa que também era médica e assistente social. Ela serve de inspiração e guia para paliativistas no mundo inteiro. A especialista estudou por anos o controle da dor e trouxe uma abordagem holística, de olhar o paciente em todas as suas dimensões: física, psicológica, social e espiritual, que mudou os rumos do conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável.

A Dra. Cicely Saunders é a autora do seguinte poema sobre o tema: “Ao cuidar de você no momento final da vida, quero que você sinta que me importo pelo fato de você ser você, que me importo até o último momento de sua vida e, faremos tudo que estiver ao nosso alcance, não somente para ajudá-lo a morrer em paz,mas também para você viver até o dia de sua morte”.

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*Esse artigo foi revisado pelo time de enfermagem da PEBMED.

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Um comentário

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    A humanização dos profissionais da saúde ajuda o portador escapar da dor e ter uma qualidade de vida melhor!

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