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Entendendo melhor sobre a tributação dos títulos de renda fixa

Tempo de leitura: 3 minutos.

Uma coisa muito importante antes de investir em um título de renda fixa é saber mais sobre a sua tributação, pois isso vai ter impacto direto no seu rendimento final. Ela depende diretamente do prazo em que o dinheiro ficará aplicado no título, e o imposto já será cobrado imediatamente na liquidação do investimento.

Existem títulos isentos de imposto de renda (IR)?

Sim. É geralmente o caso de investimentos destinados para o financiamento de imóveis ou agricultura como, por exemplo, letras de crédito imobiliário (LCI) ou agrícola (LCA), títulos emitidos por bancos para empréstimos imobiliários e agrícolas, certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) e imobiliários (CRI), que são títulos emitidos por securitizadoras e lastreados em créditos imobiliários ou agrícolas, assim como a caderneta de poupança e debentures incentivados (título de renda fixa emitido por empresa não financeira com finalidade de captar recursos para a mesma), chamadas de incentivadas por contar com incentivos fiscais. Portanto, não é toda a debenture que será isenta de IR.

Outros títulos como certificados de depósitos bancários (CDB), em que o investidor empresta dinheiro a um banco, debêntures não incentivadas e títulos do tesouro direito, letras financeiras (LF), que é um título que funciona similarmente ao CDB, sendo emitido por instituições financeiras com finalidade de captar recursos de longo prazo, dentre outros menos comuns, sofrem a seguinte tributação:

Prazo de aplicação:

Alíquota de IR:

Até 180 dias

22,5%

181 a 360 dias

20%

361 a 720 dias

17,5%

Acima de 721 dias

15%

Outro imposto que incide sobre as aplicações de renda fixa é o imposto sobre operações financeiras (IOF), caso eu resgate meu investimento após menos de 30 dias do início da aplicação, onde será me cobrado um percentual do rendimento de acordo com o número de dias em que eu deixei a aplicação lá. Lembrando que assim como o IOF, o IR também incide somente sobre o rendimento, e não sobre o valor total.

Número de dias:

% do rendimento:

Número de dias:

% do rendimento:

1

96

16

46

2

93

17

43

3

90

18

40

4

86

19

36

5

83

20

33

6

80

21

30

7

76

22

26

8

73

23

23

9

70

24

20

10

66

25

16

11

63

26

13

12

60

27

10

15

56

28

6

14

53

29

3

15

50

30

0

Como regra geral, pondere muitíssimo bem antes de retirar suas aplicações de renda fixa que incidem em IOF com menos de 30 dias. Afinal, caso necessite de dinheiro para eventualidades rapidamente, esta deve ser a utilidade da sua reserva de emergência, não é mesmo?

Então, é sempre melhor eu optar por aplicações que não incidem IR?

Não necessariamente um investimento isento de IR vai lhe dar uma rentabilidade maior, visto que o montante final não é produto simplesmente da tabela de IR mas sim, e principalmente da rentabilidade atrelada ao título.

Ficou difícil? Vamos a um exemplo: Vamos supor que tenho 10 mil reais para investir por 13 meses e posso escolher entre um CDB que paga 115% do CDI (enquanto escrevo está a 6,89%aa) e uma LCI que paga 93% do CDI pelo mesmo período.

Valor investido

Rendimento Bruto

Alíquota IR

Rendimento líquido

CDB

10.000 reais

10860,79

17,5%

10710,15

LCI

10.000 reais

10696,12

Zero

10692,12

Logo, na nossa simulação, o CDB escolhido teve rentabilidade superior a LCI no período.

Portanto, ao escolher um título de renda fixa para investir, lembre-se de considerar:

– O prazo em que seu dinheiro ficará investido: Se pergunte qual o seu objetivo com esse investimento e para quando planeja precisar do dinheiro. Se o objetivo for simplesmente o acúmulo de capital, por exemplo, escolha um com prazo maior que 720 dias para pagar menos IR.
– Não escolha um investimento só porque ele é isento de IR. Coloque todos os valores na ponta do lápis! (Nesse caso, na ponta de uma planilha de excel. Existem várias pela internet disponíveis gratuitamente que te ajudam a comparar a rentabilidade dos títulos de renda fixa existentes, já considerando a alíquota de IR).
– Certifique-se das taxas cobradas pela sua corretora/instituição financeira para custodiar seus investimentos em renda fixa. Escolha uma que não lhe cobre nada!

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