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Estudo comprova que fadiga crônica é uma doença inflamatória

Tempo de leitura: 3 minutos.

A síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica é uma doença complexa e debilitante de etiologia desconhecida que afeta mais de um milhão de americanos e milhões de indivíduos em todo o mundo. Apesar de décadas de pesquisa, permanece sendo uma doença misteriosa.

É caracterizada por fadiga inexplicável persistente ou recorrente de pelo menos seis meses de duração que não é aliviada pelo descanso e resulta em uma redução substancial dos níveis de atividades ocupacionais, educacionais, sociais e pessoais.

A fadiga é apenas um dos múltiplos sintomas incapacitantes que incluem o comprometimento cognitivo, mal-estar, sono irreparável, cefaleia, mialgia, artralgia, dor de garganta, linfadenopatia, hipersensibilidade ao ruído, luz ou determinados alimentos, e distúrbios autonômicos. Esses sintomas geralmente variam em cada paciente e ocorrem em diferentes combinações e intensidade.

Embora alguns sinais de inflamação tenham sido relatados anteriormente em pacientes com síndrome da fadiga crônica, os dados disponíveis na literatura, atualmente, são limitados e contraditórios.

Veja também: ‘Síndrome da Fadiga Crônica: Como diagnosticar e tratar’

Com uma abordagem do perfil imunológico pesquisadores da Stanford University School of Medicine determinaram se um perfil anormal de citocinas circulantes poderia ser identificado em pacientes com síndrome da fadiga crônica e se este perfil se correlacionava com a gravidade da doença e/ou a duração da fadiga.

Citocinas de 192 pacientes com síndrome da fadiga crônica e 392 controles saudáveis foram medidas. Os pacientes e controles saudáveis tiveram uma idade comparável (49,9 e 50,1 anos, respectivamente) e a maioria dos pacientes eram do sexo feminino em ambos os grupos (76,6 e 77,3% do sexo feminino, respectivamente).

Dezessete citocinas tiveram uma tendência linear ascendente estatisticamente significativa que correlacionou-se com a gravidade da doença: CCL11 (Eotaxin-1), CXCL1 (GROα), CXCL10 (IP-10), IFN-γ, IL-4, IL-5, IL- 7, IL-12p70, IL-13, IL-17F, leptina, G-CSF, GM-CSF, LIF, NGF, SCF e TGF-a. Das 17 citocinas que se correlacionaram com a gravidade, 13 são pró-inflamatórias, contribuindo provavelmente para muitos dos sintomas relatados pelos pacientes e estabelecendo um forte componente do sistema imunológico da doença.

O estudo confirma que síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica é uma doença inflamatória. Além disso, as citocinas recentemente identificadas podem ajudar a diagnosticar a doença e desenvolver novas terapêuticas. Atualmente, não há testes específicos para diagnosticar a síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica.

E mais: ‘Um novo paradigma na Síndrome da Fadiga Crônica’

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Referências:

  • Jose G. Montoya, Tyson H. Holmes, Jill N. Anderson, Holden T. Maecker, Yael Rosenberg-Hasson, Ian J. Valencia, Lily Chu, Jarred W. Younger, Cristina M. Tato, and Mark M. Davis. Cytokine signature associated with disease severity in chronic fatigue syndrome patients Proc Natl Acad Sci U S A. 2017 Jul 31. pii: 201710519. doi: 10.1073/pnas.1710519114. [Epub ahead of print)

Um comentário

  1. Jose Luis castillo Rojas

    obrigado

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