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Estudo retrospectivo revisa 25.000 recém-nascidos com displasia broncopulmonar

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Um estudo altamente relevante foi publicado recentemente na PediatricsOferecendo a nósneonatologistas e pediatrasuma ampla visão da morbidade e mortalidade de recém-nascidos (RN) prematuros.

Para a realização desse estudo, foi utilizado o banco de dados da Rede Vermont Oxford, que fornece informações de ​​85% de todos os bebês prematuros nascidos nos Estados Unidos.  

O estudo propôs novos critérios diagnósticos baseados na gravidade para displasia broncopulmonar (DBP) pelo Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano da Rede de Pesquisa Neonatal Eunice Kennedy Shriver. Este estudo fornece definições revisadas que refletem uma abordagem baseada na gravidade para o diagnóstico de DBP, condiçã categorizada pelo modo de suporte respiratório às 36 semanas de idade gestacional corrigida (IGC), independentemente do uso ou nível de oxigenoterapia.

AAP 2021: Intubações complicadas estão associadas à displasia broncopulmonar em recém-nascidos de muito baixo peso?

displasia broncopulmonar

Métodos

Um estudo de coorte retrospectivo em prematuros de 22 a 29 semanas de gestaçãfoi realizado em 715 hospitais americanos da Rede Vermont Oxford. Foram analisadas as taxas de DBP, principais morbidades neonatais e terapias respiratórias comuns, estratificadas pela gravidade da displasia broncopulmonar. 

Resultados

Um número robusto de 24.896 RN foi incluído no estudo. Com relação à DBP, os pacientes foram categorizados pelo nível mais alto de suporte respiratório que receberam em 36 semanas de IGC: 

  • Sem DBP: sem suporte respiratório, sem necessidade de oxigênio;  
  • DBP grau 1 e 2: (que não puderam ser separados devido ao nível de detalhe no banco de dados) incluiu aqueles que estavam sendo tratados com cânula nasal (qualquer taxa de fluxo) ou pressão positiva não invasiva nas vias aéreas; 
  • DBP grau 3: incluiu aqueles tratados com ventilação mecânica invasiva.

resultado final foi que 2.574 (10,3%) dos bebês morreram antes da IGC de 36 semanas, 12.198 (49,0%) não desenvolveram DBP, 9.192 (36,9%) desenvolveram DBP de grau 1 ou 2 e 932 (3,7%) desenvolveram DBP grau 3. As taxas de mortalidade antes de 36 semanas de IGC e DBP grau 3 diminuíram para 52,7% e 9,9%Houve também uma diminuição entre RN com 22 semanas de gestação para 17,3% e 0,8% para RN com 29 semanas de gestaçãoA displasia broncopulmonar de grau 1 ou 2 atingiu um pico de incidência (51,8%) entre os RN com 25 semanas de gestação. A frequência de hemorragia intraventricular grave ou leucomalácia periventricular cística aumentou de 4,8% entre os sobreviventes sem DBP para 23,4% entre os sobreviventes com DBP grau 3. Intervalos semelhantes foram observados para sepse de início tardio (4,8 a 31,4%), enterocolite necrosante tratada cirurgicamente (1,4 a 7,1%) e retinopatia grave da prematuridade (1,2 a 23%).

Conclusões

Mais da metade dos RN prematuros extremos nascidos nos Estados Unidos morreu antes de 36 semanas de IGC ou desenvolveram displasia broncopulmonar. A maior gravidade da DBP foi associada ao desenvolvimento mais frequente de morbidades neonatais importantes, mortalidade hospitalare uso de suporte respiratório suplementar na alta.  

Nota da autora

Esta nova abordagem da BDP parece diferenciar melhor os bebês prematuros que desenvolveram e não desenvolveram resultados neurológicos e respiratórios insatisfatórios na primeira infância. No entanto, dados epidemiológicos mais fidedignos não estavam disponíveis.

Referências bibliográficas:

  • Jensen EA et al. Severity of Bronchopulmonary Dysplasia Among Very Preterm Infants in the United States. Pediatrics. July 2021, 148 (1) e2020030007; doi: https://doi.org/10.1542/peds.2020-030007 
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