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Exercício físico regular diminui o risco de cirrose em pacientes com NASH

Tempo de leitura: 2 minutos.

A esteatohepatite não alcoólica (NASH) é um dos principais fatores de risco para cirrose hepática. Dos pacientes com NASH, o risco de evoluir com fibrose e perda da função hepática é maior em:

  • Mulheres
  • Idade
  • Aumento TGP
  • IMC ≥ 28 kg/m²
  • Maior “índice de adiposidade visceral”, definido a partir da circunferência da cintura, IMC, triglicerídeos e HDL

A biópsia hepática é padrão-ouro para diagnóstico e estadiamento, mas hoje é pouco usada, dado o crescimentos dos estudos com ressonância magnética e elastografia. Mas o calcanhar de Aquiles da NASH não é seu diagnóstico, e sim o tratamento. Há como prevenir a cirrose?

Até o momento, nenhum estudo mostrou que o tratamento medicamentoso retarda ou evita a cirrose. Há evidências com desfechos secundários, principalmente marcadores inflamatórios e melhora histológica da NASH. As drogas mais estudadas até o momento são:

  • Metformina
  • Tiazolinediona (“glitazonas”)
  • Vitamina E (tocoferol)
  • Orlistat
  • Ácido ursodeoxicólico
  • Estatinas

Na diretriz recente para diagnóstico e tratamento da NASH, a associação americana para estudo da doença hepática (AASLD) traz as seguintes observações:

  • Não há recomendação para uso de metformina
  • As tiazolinedionas, no caso a pioglitazona, podem ser usadas em diabéticos tipo 2 e NASH comprovada por biópsia hepática
  • Vitamina E é indicada em cirróticos não diabéticos com NASH comprovada por biópsia. Contudo, há controvérsia na dose. A diretriz recomenda 800 UI/dia, mas há autores que limitam a 400 UI/dia, pois em alguns estudos doses maiores foram associadas com pior prognóstico.

É importante lembrar ainda que um aumento leve de transaminases na NASH não é contraindicação para uso de estatina.

Se por um lado o tratamento medicamentoso ainda busca evidências robustas, o tratamento não farmacológico tem forte recomendação: a perda de peso e o exercício físico estão associados com melhora da NASH e redução do risco de cirrose. Em um estudo inédito recente, a prática de atividade física ≥ 150 min/semana esteve associada com menor risco de progressão para cirrose em pacientes com NASH. Além disso, houve correlação entre os dois parâmetros, de modo que mais exercício está relacionado com menor risco de progressão.

A principal limitação do estudo é seu desenho observacional e retrospectivo: não há como saber se foi o exercício que reduziu a inflamação ou se isso ocorreu por perda de peso. De qualquer forma, o benefício do exercício foi o mesmo em ambos os sexos e sendo obeso ou não.

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