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eletrocardiograma com um estetoscopio em cima mostrando extrassístoles ventriculares

Extrassístoles ventriculares não tratadas com função ventricular preservada

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Publicado em julho de 2019, na revista BMJ, um estudo acompanhou pacientes com extrassístoles ventriculares e com fração de ejeção normal sem tratamento específico.

O estudo de coorte, prospectivo, de 2012 a 2017, foi realizado com pacientes assintomáticos ou com presença de mínimos sintomas de extrassístoles ventriculares, com fração ejeção de ventrículo esquerdo preservada, sem uso de terapia medicamentosa ou ablação, tendo segmento com ecocardiograma e eletrocardiograma ambulatorial.

As extrassístoles ventriculares historicamente têm sido consideradas benignas na ausência de cardiopatias, porém, podem desenvolver uma disfunção ventricular esquerda com fisiopatologia e epidemiologia pouco compreendida.

É definido como extrassístoles ventriculares frequentes ≥ 5% em 24 horas no holter, fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≥ 50% pela ecocardiografia e etiologia idiopática das extrassístoles. É recomendada a realização da ressonância magnética cardíaca para todos os pacientes, apesar de não mostrarem atrasos, realce ou anormalidades de movimento da parede.

Leia também: Extrassístoles ventriculares em pacientes com fração de ejeção normal: Tratar ou não?

Os critérios de exclusão são: idade <19 anos, FEVE < 50%, doença estrutural cardíaca, em tratamento com terapia antiarrítmica classe I ou classe III.

No estudo, foram realizados periodicamente eletrocardiograma, monitorização holter 24 horas e avaliação da função do ventrículo esquerdo.

O desfecho primário foi a resolução das extrassístoles ventriculares para menos de 1% em 24 horas, e o secundário, redução ≥ 80% das extrassístoles ventriculares e melhora da cardiomiopatia induzida por arritmia.

Foram inclusos 100 pacientes que preencheram os critérios, sendo a idade média desses pacientes de 51,8 ± 16,5 anos, e 57 deles eram do sexo feminino.

O desfecho primário ocorreu em 44% dos pacientes, em tempo mediano de 15,4 meses, sendo que a maioria se sustentou, em apenas 9 dos 44 pacientes houve um aumento das extrassístoles ventriculares.

O desfecho secundário ocorreu em 52% dos pacientes, em tempo médio mediano de 14,1 meses, e a maioria apresentou uma redução persistente; em apenas seis dos 52 pacientes houve aumento das extrassístoles para mais de 20%.

Durante o seguimento, quatro paciente (4%) desenvolveram disfunção ventrículo esquerdo com FejVE < 50%, e o tempo mediano para o desenvolvimento foi de 60,9 meses.

Os demais pacientes desenvolveram sintomas, com disfunção ventricular esquerda, com FejVE > 40%.

O estudo demonstrou uma redução espontânea das extrassístoles ventriculares em pacientes não tratados e com função cardíaca normal, predominantemente nos primeiros três anos, sendo que a maioria se manteve, mostrando também uma taxa baixa de desenvolvimento de disfunção do ventrículo esquerdo.

Autor:

Referência bibliográfica:

  • Lee AKY, Andrade J, Hawkins NM, et al. Heart Epub ahead of print: [please include Day Month Year]. doi:10.1136/ heartjnl-2019-314922

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