Fatores de risco para viremia por citomegalovírus (CMV)

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Entre as complicações infecciosas em receptores de transplantes de órgãos sólidos, a doença por citomegalovírus (CMV) é uma das que mais impacta nessa população. Nesse contexto, os pacientes sob maior risco são os receptores que são CMV-soronegativos e que recebem órgãos de doadores CMV-soropositivos, situação que costuma ser designada como D+R.

Duas estratégias de profilaxia são as mais utilizadas atualmente: profilaxia universal e terapia preemptiva. Enquanto a primeira consiste no uso de antiviral profilático para todos os pacientes de alto risco por um período determinado, a segunda baseia-se no monitoramento de viremia, com início de antiviral uma vez que viremia tenha sido detectada.

Embora algumas situações estejam relacionadas ao desenvolvimento de doença por CMV, como indução com agentes depletores de linfócitos, rejeição do enxerto e grau de imunossupressão, os fatores de risco para viremia não são completamente conhecidos. Em uma análise post hoc, um grupo americano procurou elucidar fatores que pudessem prever viremia nesse contexto.

Leia também: Imunidade ao citomegalovírus (CMV) em transplantados

Fatores de risco para viremia por citomegalovírus (CMV)

Female doctor monitors the patient's condition and fills documents
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Materiais e métodos

Os participantes desse estudo eram receptores de transplante de fígado, D+R para CMV, que estavam no braço de terapia preemptiva em um estudo multicêntrico desenhado para avaliar terapia preemptiva vs. profilaxia universal com valganciclovir. Como tal, não estavam em uso de antiviral e possuíam mensurações regulares semanais da presença de viremia de CMV.

Participantes com menos de 2 amostras para avaliação de viremia foram excluídos. Foram avaliados dados como características demográficas de recipientes e doadores, condições clínicas de base, comorbidades, gravidade da doença dos receptores segundo MELD, terapia imunossupressora e rejeição do enxerto confirmada por biópsia.

Resultados

Após exclusão dos participantes inelegíveis, 94 voluntários foram incluídos na análise, com 1.197 amostras de sangue correspondentes. No total, 84% dos participantes desenvolveram viremia por CMV, com uma mediana de tempo de 24,5 dias após o transplante para a primeira detecção de viremia. Não houve diferença entre o número de amostras coletadas entre os que apresentaram e os que não apresentaram viremia.

Como fator de risco, receptores de fígado de doadores mais velhos tinham maior probabilidade de desenvolver viremia, com uma tendência de aumento linear conforme aumento na idade do doador. Pacientes com viremia tinham menor probabilidade de terem recebido terapia de indução com timoglobulina, porém a associação não se manteve após ajuste em análise multivariada.

Para a avaliação de rejeição do enxerto como fator de risco, somente as rejeições que foram documentadas antes da detecção de viremia foram consideradas. Rejeição nessas condições ocorreu em 4% dos participantes, com todos os casos em até 21 dias após o transplante. Não houve diferença estatisticamente significativa nesse percentual entre os receptores que apresentaram e os que não apresentaram viremia, o que excluiu rejeição como fator de risco.

Saiba mais: Valaciclovir para prevenção da transmissão vertical do citomegalovírus durante a gravidez

Quando se avaliou o tempo para desenvolvimento de viremia, os receptores que desenvolveram viremia precoce (em até 4 semanas após o transplante) tinham doadores significativamente mais velhos do que os com viremia tardia (após 4 semanas). Não houve associação entre o tempo para viremia e outros fatores avaliados, como idade do receptor, sexo, valor de MELD e regime de imunossupressão inicial.

Os autores postulam que replicação viral pré-existente relacionada ao envelhecimento e/ou a condições de base nos doadores possam ser fatores que expliquem os resultados encontrados. Também destacam algumas limitações do estudo, principalmente o tamanho pequeno da amostra e a ausência de outros dados, como presença de viremia ou imunidade específica para CMV, dos doadores.

Mensagens práticas

  • Dentre receptores de fígado classificados como D+R para CMV, a idade do doador foi um fator de risco independente para o desenvolvimento de viremia por CMV e para viremia precoce.

Autor(a):

Referências bibliográficas

  • Singh, N, Winston, DJ, Razonable, RR, Lyon, GM, Silveira, FP, Wagener, MM, Limaye, AP. Risk Factors for Cytomegalovirus Viremia following Liver Transplantation With a Seropositive Donor and Seronegative Recipient Receiving Antiviral Therapy. The Journal of Infectious Diseases. 2021;223(6):1073–1077. doi: 10.1093/infdis/jiaa470
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