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médico medindo glicemia em paciente idosa com diabetes tipo 2

Fibrilação atrial e diabetes

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Tempo de leitura: 3 minutos.

Diabetes (DM) é a doença crônica mais prevalente e está associada com aumento de eventos e mortalidade cardiovascular. 

Já a fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais frequente. Sabe-se que a DM aumento o risco de FA, piora os seus sintomas e aumenta o número de hospitalização e sua mortalidade, piorando a qualidade de vida.

Muitos estudos conseguiram correlacionar o risco de desenvolver FA em paciente com hiperglicemias e pacientes diabéticos. E a presença dessas duas comorbidades pioram o seu prognóstico. 

O estudo ADVANCE mostrou que pacientes com DM2 com FA tiveram mais risco de coronariopatia, AVC, IC, morte cardiovascular e por todas as causas. No estudo ORBIT-AF, pacientes diabéticos tiveram mais hospitalização e mortalidade CV e geral, além de piora dos sintomas e da qualidade de vida. 

SAIBA MAIS: ESC 2019 x DM: principais pontos da Diretriz de Diabetes em doença cardiovascular

Patogênese

Remodelação estrutural  

Segundo o estudo, a DM leva a fibrose miocárdica que leva ao início da FA. O estresse oxidativo mais o aumento de produtos de glicação avançada (PGA) junto com o aumento dos fatores de crescimento. Fibrose extensa e rigidez miocárdica pode levar a disfunção diastólica, no paciente com DM, o que pode levar ao aumento do AE e consequentemente FA.

Remodelação elétrica 

DM aumenta a condução interatrial e da dispersão do período refratário e duração prolongada do potencial de ação. 

A nível celular, há o aumento da densidade da corrente de cálcio e diminuição da corrente de sódio podendo levar a uma desaceleração da condução e aumento da arritmodenicidade. Nos pacientes com disglicemias, há o importante aumento do tempo de ativação atrial e a diminuição da voltagem bipolar durante a ablação. Esses pacientes também tiveram uma maior recorrência de FA após a ablação sugerindo a presença de corrente elétrica proarrítmica durante a remodelação.

VEJA TAMBÉM: Relação entre Diabetes Melitus tipo 2 e Insuficiência Cardíaca

Remodelação eletromecânica 

Paciente com glicemia de jejum alterada apresenta tempo de condução significativamente prolongados com diminuição do volume de esvaziamento do AE e na fração de esvaziamento. 

Remodelação autonômica 

Neuropatia autonômica é uma conhecida complicação cardíaca no DM, ocorre por desenervação dos sistemas simpático e parassimpático, contribuindo para o desenvolvimento da FA. 

Pacientes diabéticos com baixa variação da frequência cardíaca podem ser um marcador de disfunção autonômica. Alterações da FC também está associado a FA assintomática.

Estresse oxidativo e inflamação 

DM aumenta as espécies reativas de oxigênio (ERO), que compromete o metabolismo mitocondrial e o transporte de elétrons. A diminuição das enzimas que levam a degradação dos EROs e piora o estresse oxidativo. 

Seu aumento ativa a via do fator kappa β, levando a fibrose atrial, aumentando TGF-β e TNF-α, diminuindo a expressão do canal de sódio SCN5A, principal substrato para FA. No diabético, marcadores inflamatórios elevados como PCR, TNF- α e IL-6 estão associados com a dilatação do AE e aumento da FA.

Alterações glicêmicas 

A hiperglicemia crônica é responsável pela remodelação atrial. Porém, o estudo mostrou que controle glicêmico intensivo x padrão não reduziu FA. Este fato pode estar relacionado com o maior número de hipoglicemias graves com aumento da ativação simpática, encurtamento do período refratário e aumento do risco de FA. 

As flutuações da glicemia contribuem para o desenvolvimento de FA, segundo estudo recente.

LEIA MAIS: Diabetes: insulina inalatória é aprovada no Brasil

Conclusão 

O estudo sugere que seja feito o controle glicêmico e evite-se ao máximo flutuações na glicemia. E que estudos futuros devem ser feitos para elucidar o mecanismo da FA relacionada ao DM, assim como avaliar o melhor tratamento.

Questões que não foram elucidadas? 

  1.  O papel dos medicamentos para diabetes na prevenção da FA.
  2.  A estratégia ideal de prevenção de AVC.
  3.  Prevenção da recorrência de FA após ablação por cateter.

Autora: 

Referências bibliográficas:

5 comentários

  1. Avatar

    Muito bom e de muita importância,parabéns!!!!

  2. Avatar
    Magaly Ribeiro

    Muito bom! Parabéns! A medicina precisa disso ,médicos em busca do melhor para os seres humanos.

  3. Avatar
    Vitor Ribeiro

    Excelente explicação esclarecedora!

  4. Avatar
    Amália Acioli

    Dra. Priscilla, parabéns pelos seus conhecimentos, matéria de uma grande importância e bem explicativa.

  5. Avatar

    Excelente texto, Dra. Priscilla! Parabéns!

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