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Genética das cardiopatias congênitas: o que se sabe até agora

Tempo de leitura: 2 minutos.

A compreensão sobre a genética das cardiopatias congênitas está se expandindo rapidamente. Embora ainda não seja possível identificar a causa dessas anomalias na maioria dos pacientes, recentes estudos fornecem uma compreensão mais clara dos tipos de mutações. Uma revisão do American College of Cardiology (ACC) reuniu 11 keypoints sobre os artigos e achados mais relevantes.

1) Novas técnicas genéticas resultaram em uma rápida expansão da compreensão da genética da cardiopatia congênita.

2) Embora os primeiros estudos focassem na cardiopatia congênita familiar, os esforços atuais concentram-se na compreensão da genética da doença esporádica.

3) Os estudos de associação ampla do genoma (GWAS), que examinam mutações genéticas em diferentes indivíduos, levaram à identificação de associações entre uma série de regiões genômicas e o risco de cardiopatia congênita, incluindo para comunicação interatrial, T4F e síndrome da hipoplasia do coração esquerdo. No entanto, os GWAS atribuíram apenas uma pequena população às lesões.

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4) Com a técnica de sequenciação massiva paralela, muitas fontes de mutação podem ser identificadas, incluindo mutações comuns e raras, inserções e exclusões e mutação do número de cópias.

5) Estudos de sequenciação massiva paralela sugerem que nem todas as formas aparentemente mendelianas de cardiopatia congênita são por causa de mutações de um único gene.

6) Estudos têm demonstrado a importância das mutações “de novo” no desenvolvimento esporádico da cardiopatia congênita, particularmente nos casos associados a deficiências no desenvolvimento neurológico.

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7) A capacidade da sequenciação massiva paralela para identificar mutações raras e comuns provavelmente descobrirá associações adicionais entre genótipo e resultados a longo prazo. Isso permitirá que os médicos individualizem os cuidados e otimizem o tratamento.

8) Na cardiopatia congênita familiar, mutações em genes conhecidos representam 31-46% da doença, enquanto a causa permanece desconhecida em 54-69%.

9) Na cardiopatia congênita esporádica, acredita-se que cerca de 10% são “de novo”, 3-10% estão relacionados à mutação no número de cópias e 80% à causa desconhecida.

10) Na cardiopatia congênita associada a anomalias congênitas extracardíacas, 25% são devidas à mutação no número de cópias, 26% a mutações de um único gene e 49% são de causa desconhecida.

11) Atualmente, os testes genéticos para cardiopatia congênita esporádica não geram um grande retorno, embora grandes avanços sejam esperados nos próximos anos.

 

Referências:

  • Advances in the Genetics of Congenital Heart Disease: A Clinician’s Guide. J Am Coll Cardiol 2017;69:859-870.

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