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mosquito pousado na pele de uma pessoa

Governo do Piauí confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental no país

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Tempo de leitura: 2 minutos.

O terceiro caso de Febre do Nilo Ocidental já registrado e a primeira morte no país foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). A paciente era uma mulher idosa que faleceu em 2017 após complicações da doença e outros problemas de saúde associados, mas somente agora o caso foi confirmado por exames laboratoriais.

A morte foi registrada na cidade de Piripiri, a 162 km ao norte de Teresina, capital do estado. Segundo Hérlon Guimarães, superintendente de atenção integral à saúde da Sesapi, a idosa possuía outras doenças associadas, por isso, o quadro apresentou complicações.

“Confirmamos o terceiro caso de Febre do Nilo Ocidental no estado. Essa pessoa que esteve doente em 2017 e que veio a óbito, não tinha só essa enfermidade, mas outras associadas, como a hipertensão, o que agravou o seu quadro”, disse Hérlon Guimarães.

O superintendente destacou que não há novos casos suspeitos da doença no estado registrados em 2018 ou 2019. Os outros dois casos já registrados da enfermidade no Brasil também aconteceram no Piauí, em 2014 e 2017, sem óbitos. Os pacientes que apresentaram a forma mais leve da doença eram de Aroeiras do Itaim e Picos, cidades distantes uma da outra 28 km, e 320 km ao sul de Teresina.

“O vírus circula no Piauí e em outros estados do Brasil, mas a Secretaria da Saúde está vigilante e atuando de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Desde que o primeiro caso da doença foi identificado, o Piauí monitora os pontos onde os casos ocorreram, assim como todo o estado, ficando atento a qualquer situação que precise de atenção. Vale lembrar ainda que o combate ao mosquito, com o uso de telas de proteção entre outros métodos é uma das principais ferramentas para se prevenir de enfermidades transmitidas por eles”, esclareceu Hérlon Guimarães.

Em junho de 2018, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA) divulgou a confirmação da ocorrência de infecção em equídeo pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental (FNO). O caso foi registrado em uma propriedade em São Mateus e a investigação foi motivada a partir da notificação de óbito em cavalos na região.

Sobre a doença

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um arbovírus do gênero Flavivírus. O vírus é transmitido, principalmente, pela picada de mosquitos do gênero Culex (pernilongo) e tem como reservatório aves silvestres.

A infecção pode ser assintomática ou com sintomas de diferentes graus de gravidade, que variam desde febre e dor muscular até encefalite grave. Manifestações neurológicas como encefalite, meningoencefalite e síndrome de Guillain-Barré, também podem ocorrer, o que lembra muito as arboviroses mais conhecidas, como dengue, zika e chikungunya.

O teste diagnóstico mais eficiente é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro. O tratamento é sintomático e não há antivirais específicos. Os casos mais graves necessitam de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também não há vacina, mas estudos estão sendo desenvolvidos para a sua criação.

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