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Grandes e pequenos nódulos na tireoide possuem malignidade semelhante

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Os resultados de uma nova metanálise aqui apresentada demonstram taxas de malignidade e de falso negativo na Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) semelhantes para nódulos na tireoide pequenos ou grandes. Logo, na ausência de indicação clínica de tireoidectomia, a ressecção de grandes nódulos com citologia benigna não é recomendada, uma vez que o tamanho do nódulo não deve ser usado como critério isolado de indicação cirúrgica.

Essa é uma questão muito controversa. Se de um lado temos cirurgiões que advogam ressecção de nódulos grandes ou pequenos apoiados por diretrizes da ATA, do outro temos os que adotam acompanhamento clínico rigoroso de pacientes com nódulos cuja citologia seja benigna. Para avaliar as evidências existentes, a Dra. Nicole Cipriani, professora assistente de patologia da Universidade de Chicago, conjuntamente a uma equipe de revisores analisaram os resultados de 35 estudos que estratificaram os nódulos da tireoide por tamanho junto com os dados da citologia, benigna ou não.

A análise foi feita com mais de 20 mil nódulos, 7 mil destes tinham citologia benigna. 81% dos casos de nódulos maiores (≥ 3 cm) apresentaram taxas de malignidade semelhantes ou mais baixas do que as dos nódulos menores (≤3 cm), a saber: 13,1% e 19,6% respectivamente (OR = 0,72). Nos estudos que estratificaram os nódulos a partir de 4 cm, a taxa de malignidade foi semelhante com OR = 0,85.

Leia mais: Testes moleculares em nódulos tireoideanos: um futuro promissor?

Nestes estudos, a taxa geral de falso negativo para os nódulos ≥ 3 cm foi de 7,2%, em comparação com 5,7% para os nódulos ≤ 3 cm (OR = 1,47; intervalo de confiança, IC, de 95% de 0,80 a 2,69). E a mesma taxa para os nódulos ≥ 4 cm ou mais foi ligeiramente maior do que para os ≤ 4 cm, ou seja, 6,7% vs. 4,5% (OR = 1,38; IC de 1,06 a 1,80). Nesse caso, os valores supracitados não podem ser utilizados para inferir conclusões isoladamente por não serem estatisticamente significativos.

Cabe destacar que o carcinoma papilífero da tireoide e a variante folicular do carcinoma de tireoide papilífero não invasivo foram os diagnósticos falsos negativos mais comuns (39,4% e 23,7%, respectivamente). Esse estudo demonstrou não existir diferenças significativas na taxa de malignidade entre nódulos < 4 cm comparados aos nódulos ≥ 4 cm, de forma que o tamanho de tumor não deveria ser critério isolado para indicar tireoidectomia, muito menos para definir grau de radicalidade da ressecção.

Existem, no entanto, algumas exceções que mesmo diante de citologia benigna possuem indicação de abordagem cirúrgica. Por exemplo, nódulos que:

  • São sintomáticos: disfagia, dispneia;
  • Estão aumentando de tamanho;
  • Causam problemas estéticos;
  • São mergulhantes.

Ao final do trabalho, os autores concluem que é necessário o acompanhamento rigoroso (com ultrassom e/ou nova PAAF) para identificar e diferenciar os pacientes que precisam da ressecção dos que apresentam uma doença de curso indolente, com possibilidade de adoção de conduta mais conservadora.

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