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Dia Mundial Sem Tabaco

Dia Mundial Sem Tabaco: fumar duplica risco de morte súbita em bebês

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Hoje é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. É importante lembrar nesta data que é papel dos profissionais de saúde alertar todas as gestantes sobre os graves riscos que o tabagismo traz para a saúde da mãe e do bebê.

Um estudo publicado recentemente surge como um alerta importante para as gestantes fumantes. Recém-nascidos de mulheres que fumaram um ou mais cigarros por dia durante a gestação tiveram mais que o dobro do risco de morte súbita, em comparação com aqueles cujas mães não fumaram. E esse risco aumentou a cada cigarro, como mostra o estudo coordenado pela médica Tatiana M. Anderson do Center for Integrative Brain Research, do Seattle Children’s Research Institute, em Washington, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado online em abril deste ano, no periódico Pediatrics.

Segundo os resultados, o índice de risco de morte súbita nos bebês caiu quando as mulheres reduziram a quantidade de cigarros ou pararam de fumar. Em comparação com as gestantes que não reduziram a quantidade de cigarros durante a gestação (mais da metade), os bebês das mães que o fizeram por volta do terceiro trimestre tiveram uma pequena queda (17%) do risco de morte súbita. E os bebês das gestantes que pararam de fumar no terceiro trimestre apresentaram uma redução ainda maior (23%) do risco.

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Os pesquisadores analisaram dados estatísticos de 20.685.463 nascimentos e 19.127 casos de morte súbita, ajustando os critérios para raça e/ou etnia/origem de mãe e pai, idade da mãe e do pai, estado civil da mãe, escolaridade da mãe, ordem de nascidos vivos, número de consultas pré-natais, idade gestacional em semanas, tipo de parto, sexo do recém-nascido e peso ao nascer.

Vale destacar que a morte súbita inclui a síndrome da morte súbita do lactente, sufocação e estrangulamento acidentais no leito e causas mal definidas.

Comparado com recém-nascidos de mães não fumantes, o índice de risco de morte súbita e inesperada foi mais que o dobro para recém-nascidos de mães que relataram ter fumado durante a gestação.
O risco foi quase duas vezes maior com um cigarro fumado por dia, e aumentou linearmente até o patamar de 3,17 para as que fumaram um maço inteiro (20 cigarros) por dia.

“Essa correlação foi similar para cada trimestre quando modelada independentemente, mas o número médio de cigarros nos três trimestres juntos teve o maior poder preditivo”, explicaram os pesquisadores. Os resultados do estudo indicam que “os esforços de cessação do tabagismo podem ter um impacto maior na diminuição das taxas de morte súbita e inesperada quando direcionadas a pessoas que fumam menos de um maço por dia, em vez das que fumam mais de 20 cigarros por dia, que são os alvos mais tradicionais das campanhas”.

Mais da metade (55%) das mães que fumaram durante a gestação continuaram a fumar a mesma quantidade de cigarros que fumavam antes da gestação. Em média, aquelas que pararam de fumar no começo do terceiro trimestre (20%) reduziram o número de cigarros fumados durante toda a gestação em 58%, e as que reduziram o fumo no terceiro trimestre reduziram o número de cigarros em 33%. Esta foi uma “redução mensurável”, segundo os pesquisadores.

Em comparação com as gestantes que continuaram a fumar, o risco de morte súbita e inesperada foi ligeiramente menor no grupo que reduziu a quantidade de cigarros, mas a maior redução no risco foi observada no grupo que parou de fumar.

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Na comparação com mulheres que não fumaram durante a gestação ou nos três meses anteriores, o risco de morte súbita e inesperada aumentou progressivamente nas mães que fumaram e pararam antes da gestação, naquelas que não fumavam antes, mas fumaram durante a gestação e nas que fumavam antes e durante a gestação.
Para aquelas que somente fumaram antes da gestação, a quantidade de cigarros não pareceu ter efeito sobre o risco de morte súbita e inesperada.

Os pesquisadores acreditam que as estimativas de tabagismo provavelmente são conservadoras porque não avaliaram a exposição ambiental ao fumo durante o pré-natal e o pós-parto, ou o tabagismo paterno, que é um fator conhecido para o risco de morte súbita e inesperada. Além disso, as estimativas de tabagismo dependem dos relatos das mulheres, que podem ter preferido não revelar o seu status de fumante.

“Estimamos que as taxas de morte súbita e inesperada nos Estados Unidos poderiam ser reduzidas em 22% se nenhuma mulher fumasse durante a gestação”, concluem os pesquisadores.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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