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Hematoscopia: saiba a ordem correta de liberação dos leucócitos no laudo

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No laudo preliminar da série branca do hemograma, após sua passagem pelo contador automatizado, pode aparecer algum tipo de sinalização (o chamado “flag”), indicando a possibilidade de alguma alteração numérica e/ou morfológica dos leucócitos.

Nesses casos, deve-se proceder à microscopia óptica para uma melhor avaliação. O microscopista, ao “contar” 100 leucócitos na lâmina do esfregaço sanguíneo, relata no laudo a quantidade de cada tipo celular encontrada (em porcentagem), bem como a avaliação da morfologia.

Hematoscopia

Em uma sequência pré-determinada, a contagem de cada parte é geralmente separada por “barras”, num total de oito partes, com soma igual a 100.

A sequência padronizada, da esquerda para direita é:

  • Basófilos;
  • Eosinófilos;
  • Mielócitos;
  • Metamielócitos;
  • Bastões;
  • Segmentados;
  • Linfócitos;
  • Monócitos.

Existe um método mnemônico (técnica utilizada para auxiliar a memorização) dessa sequência, representada pela seguinte palavra: BENeLiMo. A letra “B” faz referência aos Basófilos; “E” aos Eosinófilos; “Ne” corresponde aos Neutrófilos (subdivididos em Mielócitos, Metamielócitos, Bastões e Segmentados); “Li” aos Linfócitos e “Mo” aos Monócitos.

Exemplo prático

Em um laudo hipotético de uma leucometria fornecida pelo laboratório, o microscopista relatou a seguinte sequência numérica: 1/2/0/0/2/58/30/7, sem nenhuma outra observação. Nesse caso, utilizando a palavra BENeLiMo, chegamos a seguinte contagem diferencial dos leucócitos: Basófilos = 1%; Eosinófilos: 2%; Neutrófilos (Mielócitos = 0%; Metamielócitos = 0%; Bastões = 2%; Segmentados = 58%); Linfócitos = 30%; Monócitos = 7%. Ou seja, em princípio, um leucograma dentro dos limites da normalidade para um adulto.

Mais do autor: Tudo o que o médico precisa saber sobre hemograma: série plaquetária

Pronto, agora ficou fácil! Não precisa mais ter medo de receber aquele resultado de leucograma cheio de números separados por “barras”. Com essa sequência na memória, você poderá interpretar corretamente o resultado da série branca do seu paciente.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Henry JB. Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 20ª ed. São Paulo: Editora Manole; 2008.
  • Jacobs DS, Demott WR, Oxley DK. Jacobs & demott laboratory test handbook with key word index, 5th ed. Hudson, OH: Lexi-Comp, Inc; 2001.
  • Kanaan S. Laboratório com interpretações clínicas. 1a ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2019.

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