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Hipertensão gestacional associada com aumento do risco de diabetes em prole adulta?

A gestação é um fenômeno fisiológico para a maioria das mulheres, no entanto, em algumas podem ocorrer agravos em sua evolução, colocando em risco a saúde da mãe e do concepto. Entre as doenças maternas que ocorrem no período gestacional, a hipertensão induzida pela gravidez é considerada uma das que mais provocam efeitos nocivos no organismo materno, fetal e neonatal.

A hipertensão induzida pela gravidez é a classificação genérica das doenças hipertensivas durante a gestação, que incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia. É responsável por taxas elevadas de morbidade e mortalidade materna e perinatal, constituindo um dos principais problemas de saúde pública. As mulheres com estas condições têm níveis mais elevados de resistência à insulina do que as mulheres com gestação normal. Esta diferença persiste após a gravidez e contribui para um maior risco de diabetes mellitus tipo 2 e doença cardiovascular.

Veja também: ‘Diabetes Tipo 2: Os 13 Princípios do Tratamento’

Os filhos nascidos de mulheres com gravidez hipertensiva apresentam níveis aumentados de fatores de risco cardiovasculares. No entanto, evidências sobre o risco de diabetes para este subgrupo são escassas.

Neste contexto, um estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a diabetes mellitus tipo 2 na prole adulta exposta à pré-eclâmpsia materna ou hipertensão gestacional no útero.

Um total de 590 homens (21,6%) e 433 mulheres (16,9%) haviam adquirido tratamento para diabetes. A idade média na primeira compra registrada foi de 61,7 e 63,0 anos para homens e mulheres, respectivamente.

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Descendentes de mães com hipertensão na gravidez apresentaram maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 na vida adulta em comparação com descendentes de mulheres normotensas. O hazard ratio para diabetes tipo 2 para prole exposta a qualquer hipertensão materna durante a gravidez foi de 1,13 (intervalo de confiança [IC] de 95%: 1,00 a 1,29; n=1.780). Para hipertensão gestacional materna foi de 1,15 (IC 95%: 1,00 a 1,33; n=1.336) e para pré-eclâmpsia 0,98 (IC 95%: 0,71 a 1,34; n=231). Para a diabetes tipo 2 com a primeira compra de medicamento antes de 62 anos, os hazard ratios correspondentes foram de 1,25 (IC 95%: 1,04 a 1,51); 1,28 (IC 95%: 1,05 a 1,58) e 1,18 (IC 95%: 0,75 a 1,84).

O estudo mostrou que os descendentes expostos à hipertensão gestacional materna no útero apresentaram risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 na vida adulta. Esses resultados reforçam sugestões de que os profissionais de saúde devem incorporar histórias de nascimento ao avaliar o risco de um indivíduo desenvolver diabetes mellitus tipo 2.

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Referências:

Kajantie E, Osmond C, Eriksson JG. Gestational hypertension is associated with increased risk of type 2 diabetes in adult offspring: The Helsinki Birth Cohort Study. Am J Obstet Gynecol [Internet]. Elsevier Inc.; 2016;216(3):281.e1–281.e7. Available from: https://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2016.10.041

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