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Estenose mitral

Indicações do implante de cardiodesfibrilador como prevenção de Morte Súbita

Tempo de leitura: 2 minutos.

No último artigo, conversamos sobre as indicações clássicas de implante de marcapassos cardíacos. Hoje, seguindo a linha ainda dentro deste pensamento, vamos discutir sobre as indicações clássicas do implante do cardiodesfibrilador, também conhecido pela sigla CDI.

Prevenção Primária de Morte Súbita Cardíaca em Pacientes Portadores de Cardiopatia Estrutural

A morte súbita cardíaca constitui causa importante de óbito em pacientes portadores de cardiopatias e disfunção de VE, e a grande maioria dos eventos é desencadeada por arritmias malignas, como FV e TV. Diversos estudos comprovaram a capacidade preventiva destes eventos após o implante, de modo que se tornaram uma estratégia profilático-terapêutica importantíssima para os pacientes.

A indicação classe I é válida para pacientes sobreviventes de IAM há mais de 40 dias, ou portadores de cardiopatia isquêmica crônica já com tratamento clínico otimizado e sem perspectiva cirúrgica, ou e expectativa de vida menor do que 1 ano, associada a uma das seguintes condições:

  1. FE ≤ 35% e classe funcional III – IV (nível A);
  2. FE ≤ 30% e classe funcional I, II ou III (nível A);
  3. FE ≤ 40%, TV não sustentada espontânea, e TV sustentada indutível ao estudo eletrofisiológico (nível B).
  4.  Prevenção Secundária de Morte Súbita Cardíaca em Pacientes Portadores de Cardiopatia Estrutural

Eventos arritmogênicos malignos apresentam grande taxa de recorrência em pacientes com episódios prévios de PCR, especialmente elevados principalmente nos primeiros 6 a 12 meses, chegando a taxas de 10% neste período.

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A prevenção secundária da morte súbita cardíaca se inicia no tratamento farmacológico base da IC, por meio do arsenal beta-bloqueador, iECA, BRA e estatinas. Por muitos anos, o tratamento com antiarrítmicos também foi parte importante da prevenção, mas foi a introdução do CDI o principal avanço neste ponto. As indicações de classe I são:

  1. 1. PCR por TV/FV de causa não-reversível, com FE ≤ 35%, com expectativa de vida de pelo menos 1 ano (nível A);
  2. 2. TV sustentada, com instabilidade hemodinâmica ou síncope, de causa não reversível, com FE ≤ 35% e expectativa de vida de pelo menos 1 ano (nível A).

São indicações mais fáceis de guardar do que as dos marcapassos, certo? Mas é sempre revisando os casos, tanto previamente quanto reforçando as indicações de nossos pacientes, que cada vez mais conseguimos nos familiarizar com elas.

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Autor:

Michelle Costa Galbas

Bacharelado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais ⦁ Residente de Cirurgia Cardíaca em Curitiba/PR

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