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Índice de DSTs aumenta pelo quarto ano consecutivo

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Os casos de infecção por doenças sexualmente transmissíveis (DST) estão em constante aumento, principalmente nos Estados Unidos. É o que revela a análise do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do Departamento de Saúde americano. A entidade constatou que somente em 2017, quase 2,3 milhões de pessoas foram diagnosticadas com Clamídia, Gonorreia e Sífilis no país e que os incidentes continuam aumentando pelo quarto ano consecutivo. Os dados da pesquisa foram divulgados durante o congresso National STD Prevention Conference, realizado em agosto deste ano na capital americana.

Os índices de DST em 2017 superaram os do ano anterior em 200 mil novos casos registrados. De 2013 a 2017, os diagnósticos para Gonorreia aumentaram 67%, indo de 333 mil para 556 mil novos incidentes. Entre os homens a infecção quase dobrou, foi de 169.130 para 322.169. A ocorrência entre as mulheres foi de 19.499 no começo do estudo para 232.587 no final.

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A Clamídia é uma das DSTs mais comuns, com diagnósticos que superaram 1,7 milhão de incidências somente no ano passado. Entre os pacientes mais expostos estão as mulheres jovens, com 45% de casos registrados em mulheres de 15 a 24 anos.

A Sífilis primária e a secundária aumentaram 67%, o índice foi de 17.375 casos em 2013 para 30.644 casos em 2017. Entre pacientes homossexuais, bissexuais ou outros homens que tiveram relação homossexual o aumento foi de 70%.

Resistência aos medicamentos

Embora essas doenças sejam tratáveis, a resistência ao medicamento tem preocupado as instituições de saúde dos Estados Unidos. Um dos poucos medicamentos ainda eficazes no tratamento é a Ceftriaxona, porém há um risco de que a bactéria adquira resistência ao fármaco.

O CDC recomenda, desde 2015, a aplicação de Ceftriaxona em conjunto com uma dose oral de Azitromicina a fim de retardar a possível aparição de resistência aos antibióticos. No entanto, a nova pesquisa da entidade revelou que as pessoas começaram a desenvolver tolerância aos efeitos dos fármacos. Nos laboratórios foi constado que a resistência à Azitromicina pulou de 1% das amostras em 2013 para 4% em 2017.

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