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enfermeira vacinando uma mulher contra a influenza

Influenza: OMS divulga nova recomendação para vacina

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Foi divulgada a recomendação das cepas que devem compor as vacinas de Influenza para o Hemisfério Sul no ano de 2020. Em relação ao ano anterior, as vacinas trivalentes e quadrivalentes tiveram alteração nas cepas A/H1N1, A/H3N2 e B, conforme destacado em vermelho no quadro.

Anualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) atualiza a sua recomendação para a composição das vacinas da temporada seguinte. Por isso, em 2020, somente poderão ser produzidas e comercializadas as vacinas que estiverem de acordo com as novas determinações.

Segundo a infectologista Isabel Cristina Melo Mendes, residente do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e colunista da PEBMED, o vírus influenza sofre alterações constantes e, muitas vezes, essas alterações são suficientes para que o sistema imune não reconheça mais aquela cepa viral.

“Por esse motivo, a cada ano a composição da vacina muda para incluir as novas cepas de influenza circulantes em cada hemisfério. Para o ano de 2020, no Hemisfério Sul, houve alteração em três cepas virais em relação à vacina desse ano. Para o Brasil, isso significa que a vacina trivalente, que é a fornecida pelo Ministério da Saúde gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS), deverá ter todas as cepas de sua composição alteradas”, explica a infectologista.

Leia também: Como ocorreu a epidemia de influenza no Estados Unidos entre 2017 e 2018

A atualização na composição da vacina da gripe ganha importância adicional nos indivíduos considerados de alto risco para complicações de influenza, como crianças, idosos, pneumopatas, cardiopatas, gestantes, imunossuprimidos, entre outros.

Tipos de vacinas contra a Influenza

Nas campanhas anuais promovidas pelo Ministério da Saúde são oferecidas as vacinas trivalentes, que contém duas cepas A e uma B. Já a quadrivalente contém uma cepa B adicional (duas A e duas B) e fornece uma proteção ampliada contra a gripe: somente neste ano, 2019, 25,8% dos casos confirmados de influenza foram causados pelo tipo B do vírus, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A vacina trivalente é distribuída pelo SUS para os grupos prioritários: crianças de seis meses a menores de seis anos (que devem receber duas doses), gestantes, puérperas, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, professores, indivíduos privados de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

A vacina quadrivalente está disponível no Brasil apenas em clínicas particulares e em campanhas realizadas dentro de empresas que oferecem o benefício da vacinação para os funcionários.

Preocupação entre as autoridades e entidades internacionais

A crescente preocupação das autoridades e entidades internacionais com a transmissão de doenças se deve a globalização e ao aumento nas viagens internacionais.

“Essas novas cepas apresentam potencial para causar pandemias, com grandes números de óbitos. Um grande exemplo foi a pandemia de H1N1 de 2009,  a qual iniciou no México e rapidamente se espalhou pelo mundo. Por esses motivos, há uma grande preocupação de diversas organizações com a transmissão global de influenza”, esclarece a infectologista Isabel Cristina Melo Mendes.

A inclusão de pandemias de gripe na lista das dez ameaças para a saúde global em 2019 da Organização Mundial da Saúde é a maior prova desse fato. O combate e a prevenção da doença é atualmente um esforço internacional, com 114 países fazendo parte da rede de vigilância e resposta da OMS.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Autor:

Referências bibliográficas:

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/agosto/15/informe-influenza-31-14ago19.pdf

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