Jejum é necessário para sedação procedimental em crianças na emergência?

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Adiar a sedação para atender aos critérios estabelecidos para o jejum não melhora os desfechos de crianças no serviço de emergência, indica novo artigo do JAMA Pediatrics, publicado em maio.

As evidências ainda não mostram claramente se a adesão aos critérios de jejum pré-procedimento previne a aspiração pulmonar e os desfechos adversos em crianças. Pensando nisso, pesquisadores realizaram um estudo prospectivo de coorte para examinar a associação entre a duração do jejum antes de um procedimento na emergência e a incidência de desfechos adversos relacionados à sedação.

Os participantes foram 6.183  crianças (idades entre 0 a 18 anos) que receberam sedação procedimental de seis departamentos de emergência do Canadá, entre 2010 e 2015. Quatro desfechos foram examinados: aspiração pulmonar, a ocorrência de qualquer evento adverso, eventos adversos graves e vômitos.

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Entre os participantes, cerca de 50% das crianças não preenchiam os critérios das diretrizes de jejum para sólidos e líquidos da American Society of Anesthesiologists. Não houve nenhum caso de aspiração pulmonar; 717 eventos adversos foram registrados (11,6%; IC de 95%: 10,8% a 12,4%), dos quais 68 foram graves (1,1%; IC de 95%: 0,9% a 1,3%) e 315 com vômitos (5,1%; IC de 95%: 4,6% a 5,7%).

O odds ratio (OR) para ocorrência de qualquer evento adverso, eventos adversos graves e vômitos não mudou significativamente com cada hora adicional de duração do jejum para sólidos (qualquer evento adverso: OR = 1,00; eventos adversos graves: OR = 1,01; vômitos: OR = 1,00) ou líquidos (qualquer evento adverso: OR = 1,00; eventos adversos graves: OR = 1,01; vômitos: OR = 1,00).

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que não houve associação entre a duração do jejum e qualquer tipo de evento adverso. Esses resultados não suportam atrasar a sedação para atender às diretrizes estabelecidas de jejum.

Quais práticas conduzem aos melhores resultados em crianças submetidas à sedação?

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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