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Junho Violeta: mês da conscientização e prevenção do ceratocone

Tempo de leitura: 2 minutos.

O ceratocone é uma doença corneana progressiva, na qual ocorre afinamento do estroma acompanhado de protrusão apical e astigmatismo irregular. Ocorre mais comumente na infância e adolescência, sendo relacionada também ao hábito crônico de coçar os olhos (geralmente, associado à conjuntivite alérgica). Além disso, é comum a associação com síndrome de Down, síndrome de Turner, amaurose congênita de Leber, prolapso de valva mitral, retinose pigmentar e síndrome de Marfan.

O diagnóstico é feito através de exame biomicroscópico sob lâmpada de fenda, com atenção para localização do afinamento, estrias de vogt (linhas de tensão verticais na córnea posterior) e anel de fleischer (depósitos epiteliais de ferro na base do cone). Outros exames utilizados para esse diagnóstico são retinoscopia (reflexo em tesoura) e, principalmente, pela topografia (ou tomografia) corneana, que pode demonstrar um aumento de curvatura associado a astigmatismo irregular.

Como suspeitar que seu paciente tem a doença?

Mas como um médico generalista pode suspeitar que o paciente tenha esta alteração e encaminhá- lo ao oftalmologista?

  • Queixa de diminuição da visão na infância e adolescência;
  • Mudança frequente de óculos;
  • Hábito crônico de coçar os olhos;
  • Alergias (rinite alérgica, sinusite);
  • Olhos sempre vermelhos e inflamados;
  • Síndrome de down, turner, marfan, amaurose de leber, retinose pigmentar;
  • História familiar de ceratocone;
  • Diminuição súbita da visão com dor, fotofobia e lacrimejamento (hidropsia aguda é a ruptura da membrana de descemet que pode ocorrer em pacientes com ceratocone gerando um edema corneano agudo);
  • Aumento muito frequente da miopia e do astigmatismo.

O que podemos concluir é que toda criança com alergia sistêmica precisa de acompanhamento oftalmológico para avaliação e, principalmente, prevenção do ceratocone. Crianças com conjuntivite alérgica podem ser tratadas com colírios antialérgicos e lubrificantes, evitando o prurido ocular e prevenindo assim a alteração corneana.

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Referências:

  • Kanski et al.  Clinical Ophthalmology, a sistematic approach. 7th edition. Elselvier Saunders, 2011.
  • Ehlers et al. Manual de doenças oculares do Wills Eye Hospital – Diagnóstico e tratamento no consultório e na emergência. Quinta edição. Editora Artmed.

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