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Manejo do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): veja os keypoints da nova diretriz

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Recentemente, a British Society for Rheumatology publicou novas diretrizes para o manejo do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). As 10 principais recomendações são:

1) Em caso de sinais de envolvimento renal, recomenda-se realizar uma biópsia renal no paciente. Alerta especial para achados urinários, como proteinúria reproduzível ≥0,5 g / 24 horas, especialmente com hematúria de origem glomerular e/ou cilindros celulares.

2) O tratamento deve objetivar uma resposta renal completa com relação de proteína/creatinina (RPC) na urina < 50 mg / mol e função renal normal ou quase normal (dentro de 10% da taxa de filtragem glomerular normal, se previamente anormal). A resposta renal parcial (≥50% de redução da proteinúria nos níveis sub-nefróticos e função renal normal ou quase normal) deve ser alcançada de preferência em 6 meses e, no máximo, em até 12 meses após o início do tratamento.

3) Para aumentar a eficácia e reduzir as doses cumulativas de glicocorticoides, os regimes de tratamento devem ser combinados inicialmente com três doses consecutivas de metilprednisolona IV 500-750 mg, seguido de prednisona oral 0,5 mg/kg /dia durante quatro semanas, reduzindo para ≤ 10 mg / dia por 4 a 6 meses.

4) Para os pacientes que falham no tratamento com micofenolato ou ciclofosfamida, recomenda-se que a terapia seja alterada de micofenolato para ciclofosfamida ou vice-versa ou que seja administrado rituximabe.

5) Pacientes com doença ativa devem ser reavaliados, pelo menos, a cada 1 a 3 meses, com pressão arterial, análise de urina, função renal, anticorpos anti-dsDNA, níveis de complemento, RPC, contagem sanguínea e testes de função hepática.

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6) Manejo do LES leve: os tratamentos a serem considerados incluem hidroxicloroquina e metotrexato, e cursos curtos de AINE para controle sintomático, com o objetivo de evitar ou reduzir a dose de corticosteroides. O tratamento com prednisolona a uma dose baixa de ≤7,5 mg/dia pode ser necessário como terapia de manutenção.

7) Manejo do LES moderado: envolve doses mais elevadas de prednisolona (até 0,5 mg/kg/dia) ou o uso de metilprednisolona. Agentes imunossupressores são frequentemente necessários para controlar a doença ativa, e também podem reduzir o risco de acumulação de danos a longo prazo.

8) Metotrexato, azatioprina, micofenolato de mofetila, ciclosporina e outros inibidores da calcineurina devem ser considerados em casos de artrite, doença cutânea, serosite, vasculite ou citopenias se a hidroxicloroquina for insuficiente.

9) Pacientes que apresentam LES grave devem passar por uma investigação minuciosa para excluir outras etiologias, incluindo infecção. O tratamento é dependente da etiologia subjacente (inflamatória e/ou trombótica) e os doentes devem ser tratados em conformidade com imunossupressão e/ou anticoagulação, respectivamente.

10) Terapias imunossupressoras para LES grave envolvem metilprednisolona ou doses elevadas de prednisolona oral (até 1 mg/kg/dia) para induzir remissão por conta própria ou, mais frequentemente, como parte de um protocolo de tratamento com outro fármaco imunossupressor.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Gordon C, Amissah-Arthur MB, Gayed M, et al. The British Society for Rheumatology guideline for the management of systemic lupus erythematosus in adults. Rheumatology (Oxford). 2017 Oct 6.
  • Kelly JC. New SLE guideline aims to improve diagnosis, reduce steroids. Medscape News. WebMD Inc. October 17, 2017.

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