Médicos devem parar de prescrever lorcaserina, alerta a Anvisa - PEBMED

Médicos devem parar de prescrever lorcaserina, alerta a Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma recomendação aos médicos para que parem de prescrever o medicamento Belviq® (lorcaserina) devido ao risco potencial de ocorrência de neoplasias.

Em fevereiro, a Agência já havia anunciado que iria reavaliar os dados de segurança do remédio para subsidiar a decisão sobre a permanência do produto no mercado brasileiro.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Abeso informaram que, por precaução, a “recomendação é avisar aos pacientes que estão usando a lorcaserina para suspenderem a medicação, interrompendo a prescrição. Não há motivo para preocupação, uma vez que o desequilíbrio ocorreu com o uso prolongado, a partir de um ano”.

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Pílulas da substância cuja produção foi proibida pela FDA e Anvisa devido aos efeitos colaterais.

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Estudo clínico

Em 2012, quando a Food and Drug Administration (FDA) autorizou o registro do medicamento nos Estados Unidos, exigiu que a fabricante estudasse os efeitos do fármaco pelos próximos cinco anos.

No último estudo realizado, foram acompanhados 12 mil pacientes durante o período, separados em dois grupos: uma utilizava o Belviq® e o outro, apenas um placebo.

Os participantes que fizeram uso do remédio foram mais propensos a desenvolver câncer: 7,7% deles tiveram a doença no pâncreas, pulmão ou reto. No grupo que ingeriu somente placebo, a taxa foi de 7,1%. Ainda não se sabe a relação exata entre o medicamento e o câncer, mas a FDA solicitou que a fabricante retirasse os produtos das farmácias em fevereiro deste ano.

No Brasil, a empresa responsável é a Eurofarma, que seguiu o exemplo americano e interrompeu a comercialização logo depois. A Anvisa vai reavaliar a segurança do remédio para decidir se vai suspender o registro.

Leia também: Lorcaserina está sendo retirado do mercado, nos Estados Unidos

Recomendações

Os médicos devem parar de prescrever lorcaserina e conversar com os seus pacientes sobre outros medicamentos ou estratégias alternativas para a perda de peso.

Ressalta-se que até o momento não se tem registro no Brasil de casos de câncer pancreático, colorretal ou pulmonar associados ao uso do medicamento Belviq®.

Veja mais: Coronavírus e o paciente com obesidade: quais os principais desafios?

O fármaco estava há cerca de cinco anos no mercado internacional, chegando ao Brasil no final de 2019.

Segundo especialistas, provavelmente essa proibição de comercialização do fármaco não será revertida, uma vez que o laboratório teria que financiar novos estudos, que são muito caros, para rebater o alerta da FDA. Além disso, o argumento do órgão americano, de maior incidência de câncer nos pacientes, é muito forte e baseado em estudos científicos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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