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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou em 28 de abril o terceiro caso de raiva humana em seu território. Um quarto caso suspeito está sob investigação. O anúncio também confirmou a segunda morte pela doença.

Todos os casos são em crianças habitantes da área rural de Bertópolis, localizada no Vale do Mucuri. Para os dois primeiros, vínculos epidemiológicos com eventos de mordedura por morcego foram estabelecidos. Os demais ainda não têm vínculo claro, conforme breve descrição a seguir:

  • 1º caso: 12 anos, sexo masculino; história de mordida por morcego; evolução para óbito
  • 2º caso: 12 anos, sexo feminino; história de mordida por morcego; segue internada em CTI
  • 3º caso: 5 anos, sexo masculino; sem sinais de mordedura ou arranhadura por morcego; evolução para óbito
  • 4º caso (ainda em investigação): 11 anos, sexo feminino; parente de um caso confirmado, com sintomas de febre e cefaleia; internada em enfermaria; caso atualmente em investigação

O último registro de óbito por raiva humana no Estado havia sido em 2012. Como resposta diante dos novos diagnósticos confirmados, doses de vacina antirrábica humana foram enviadas à região com o objetivo de imunizar a população, assim como soro antirrábico humano e vacina antirrábica animal para cães e gatos.

Leia também: Perfil epidemiológico da raiva humana no Brasil.

Minas Gerais confirma terceiro caso de raiva humana

Epidemiologia de raiva humana no Brasil

A vacinação de animais domésticos tem mudado a epidemiologia da transmissão, com uma maior participação de animais silvestres nos casos notificados em comparação com animais domésticos.

Segundo uma revisão brasileira que revisou casos de raiva humana no país, entre os anos 2000 e 2017, ocorreram 188 casos, com maior proporção de casos em homens, em moradores de áreas rurais e em menores de 15 anos de idade. A exposição mais comum foi mordedura animal, sendo cachorros e morcegos os mais comumente implicados, respectivamente.

Transmissão e quadro clínico

A transmissão ocorre por meio de contato com saliva de mamíferos infectados, sendo gatos, cachorros e morcegos os animais mais frequentemente associados.

O período de incubação é variável. Indivíduos que desenvolvem a doença podem apresentar febre, agitação, parestesia, disfagia ou paralisia. Hidrofobia, aerofobia, vômitos, dificuldade de marcha, sialorreia, cefaleia, dor local, alucinações e fotofobia também são descritos.

Prevenção e manejo

Além da vacinação de animais, profilaxias pré (com vacina e soro antirrábica quando indicados) e pós-exposição (somente com vacina antirrábica em indivíduos considerados de alto risco) são estratégias de prevenção de exposição.

Dependendo do destino, a vacinação contra raiva também está indicada de forma profilática em viajantes, especialmente os que irão realizar atividades em que pode haver exposição a mamíferos silvestres, como safáris, escaladas ou exploração de cavernas.

Os protocolos de tratamento mais utilizados são os protocolos de Milwaukee e de Recife. Entretanto, após o aparecimento de sintomas, a raiva é uma doença com virtualmente 100% de letalidade e os poucos pacientes que sobreviveram apresentaram sequelas importantes.

É importante lembrar também que é uma doença de notificação compulsória imediata, o que significa que todo caso suspeito deve ser notificado às autoridades sanitárias em até 24 horas para que investigação epidemiológica e medidas de controle adequadas sejam implementadas em tempo oportuno.

Saiba mais: Medidas para profilaxia de Raiva em acidentes com cães ou gatos.

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# G1 Minas Gerais. Minas Gerais confirma terceiro caso de raiva humana; menino de 5 anos morreu. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2022/04/28/minas-gerais-confirma-terceiro-caso-de-raiva-humana-menino-de-5-anos-morreu.ghtml # Vargas A, Romano APM, Merchán-Hamann E. Human rabies in Brazil: a descriptive study, 2000-2017. Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, 28(2):e2018275, 2019. DOI: 10.5123/S1679-49742019000200001
Referências bibliográficas:

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