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Nefrologia: Avanços, desafios e oportunidades na área.

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Tempo de leitura: 4 minutos.

Os avanços na área da nefrologia acompanham proporcionalmente muitos dos avanços na medicina, isto porque se trata de uma especialidade abrangente, que envolve muitas áreas clínicas. Por exemplo, as duas maiores causas de doença renal crônica (DRC) são o diabetes mellitus e a hipertensão arterial sistêmica. Por isso, é possível perceber que os avanços no tratamento destas duas condições possuem impacto direto tanto no tratamento conservador da DRC, quanto no manejo dos pacientes renais crônicos em terapia renal substitutiva, que são hipertensos e diabéticos.

No diabetes, por exemplo, foram lançados novos medicamentos para serem somados ao tradicional arsenal terapêutico, inovações que têm sido empregadas na infusão inteligente de insulina, com o sistema de monitoramento contínuo de glicose no paciente. Isso além das recentes evidências científicas e do impacto da cirurgia bariátrica em pacientes diabéticos, o que resultou na ampliação da indicação deste procedimento nos diabéticos obesos.

Da mesma forma, os avanços no tratamento de outras doenças se refletem na nefrologia, como o das drogas imunossupressoras, tanto no contexto de determinadas doenças reumatológicas autoimunes que causam enfermidades renais, quanto das glomerulopatias e do transplante renal. 

Quanto à terapia renal substitutiva, a diálise é um dos maiores avanços da história da medicina. São poucas as situações onde o avanço de uma terapia modificou de forma tão significativa a evolução de uma doença. Hoje, pacientes em diálise podem viver décadas, dependendo da sua condição clínica de base, e do acesso ao tratamento. E esses avanços vêm se mantendo nos últimos anos.

Além do processo de difusão pela hemodiálise convencional, foi implementada a hemodiálise de alto fluxo, permitindo a retirada de toxinas maiores e menores também por um processo chamado convecção. Outra modalidade, a hemodiafiltração, que utiliza de uma forma mais intensa a convecção, tem sido progressivamente implementada no Brasil e no mundo, com resultados promissores.

O resultado disso tudo é o melhor tratamento do renal crônico dialítico. Na diálise peritoneal, novas opções também têm sido empregadas na prática.

É importante ressaltar também os avanços nas técnicas de acesso vascular, por onde os pacientes fazem a hemodiálise, que permitem acessos mais duradouros e com menores taxas de complicações, quando acessíveis. Assim como avanços nos medicamentos para condições associadas à doença renal crônica, como para o tratamento da anemia e da doença óssea. 

“Desde os avanços do tratamento das doenças de base que causam ou coexistem com a doença renal, quanto os avanços no tratamento para a doença renal estabelecida implicam em um arsenal mais amplo de possibilidades para o paciente nefrológico”, diz Andrea Pio de Abreu, nefrologista da Unidade de Hipertensão Arterial da HCFMUSP e secretária geral da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Como se destacar no mercado

Sendo a nefrologia uma especialidade abrangente, que envolve muitas áreas clínicas, o profissional que deseja se destacar no mercado deve estar sempre atualizado cientificamente, enxergando o paciente de forma ampla, considerando todas as alterações sistêmicas que possam coexistir.

“E, nesse sentido, por se tratar de uma especialidade onde a palavra “cura”, muitas vezes, não é possível, a excelência na relação médico-paciente torna-se fundamental para que o tratamento a médio-longo prazo seja efetivo”, ressalta Andrea Abreu.

Igualmente, segundo a especialista, é um diferencial para os nefrologistas o conhecimento atualizado das diversas áreas da especialidade, desde o contexto do consultório até o da terapia intensiva.

Principais desafios

Entre os maiores desafios enfrentados pelo nefrologista, a secretária geral da SBN destaca três:  

  • Acompanhar, da melhor forma possível, pacientes com maior complexidade e com maior risco de complicações clínicas;
  • A necessidade de prescrever rotineiramente medicamentos e procedimentos de alto custo, fundamentais para o tratamento efetivo do paciente, sendo que muitas vezes não estão disponíveis em determinados contextos, ou não são financiados de forma adequada;
  • O tratamento de pacientes complexos em uma população cada vez mais idosa, trazendo contínuas e progressivas discussões médicas e éticas, incluindo o campo da medicina paliativa.

Leia mais: Nefrologia: vasta vivencia em assuntos clínicos ambulatoriais, pacientes graves e procedimentos invasivos

Potencial de crescimento e principais oportunidades

“Se levarmos em consideração que a população está envelhecendo, e que as prevalências de hipertensão arterial sistêmica e do diabetes continuam altas na população, é possível afirmar um potencial de crescimento nos próximos anos”, afirma Andrea Abreu.

Entre as principais oportunidades dentro da nefrologia, está a atuação dentro do contexto da insuficiência renal aguda, na área da nefrogeriatria e na prevenção da doença renal crônica.

Média salarial

A Sociedade Brasileira de Nefrologia não possui estes dados, porém, há informações divulgadas com base em dados oficiais de que a faixa salarial do nefrologista no país fica entre R$ 4.240,41 e R$ 9.025,69, levando em conta os profissionais contratados com carteira assinada em regime CLT a nível nacional.

Conquistas da SBN

Segundo dados da Demografia Médica no Brasil (2018) do Conselho Federal de Medicina, há mais de 4.700 médicos nefrologistas no Brasil.  

Grande parte dos nefrologistas brasileiros está cadastrada na SBN, correspondendo atualmente a 3.975 nefrologistas, o que demonstra a importância desta sociedade em todas as suas linhas de ação. 

Estas ações, por sua vez, vão desde o âmbito científico, passando pelo profissional, social, até o âmbito político. De forma ampla, a SBN:

  • Promove atividades de pesquisa, formação e informação, tais como congressos, publicações, simpósios e cursos de especialização e capacitação;
  • Contribui com a elaboração de políticas de saúde e aperfeiçoamento do sistema médico assistencial do país;
  • Divulga informações relacionadas à assistência médica nefrológica, sobretudo prevenção, preservação e recuperação da saúde para a sociedade;
  • Incentiva e promove campanhas de cunho social;
  • Concede o Título de Especialista de Nefrologia aos nefrologistas que estiverem aptos após prova realizada pela entidade;
  • Promove e zela pela ética médica no contexto da especialidade;
  • Busca a valorização do trabalho médico da classe nefrológica e da sua remuneração;
  • Promove e realiza cursos presenciais e à distância para constante atualização científica;

Entre as principais conquistas da SBN, está a realização do Dia Mundial do Rim, no dia 13 de março, que em 2019 envolveu cerca de 600 eventos por todo o país, sendo um recorde até o momento. O número de eventos vem aumentando progressivamente a cada ano, mostrando o sucesso na divulgação da doença renal crônica. 

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