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Neuropsicologia e suas contribuições ao campo médico

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Após ter transcendido as origens filosóficas, utilizando-se do experimentalismo, a psicologia foi reconhecida como ciência. Enquanto isso, as neurociências englobavam estudos sobre neuroanatomia, neurofisiologia, neuroquímica e as ciências do comportamento: psicofísica, psicologia cognitiva, antropologia e linguística.

Não demorou muito para que, na década de 80, psicólogos cognitivos juntassem forças com neurocientistas para desenvolver uma visão integrada da mente e do cérebro. Na década de 90, surgiu o campo da neurociência cognitiva, que tem como base a crença de que o cérebro possibilita a mente e permite atividades cognitivas como o pensamento, a linguagem e a memória.

Paradoxalmente, o período desastroso da Segunda Guerra Mundial ofereceu um grande avanço e uma importante oportunidade de incrementar o entendimento do cérebro e dos processos psicológicos na prática clínica. O psicólogo soviético Alexander Luria, partindo de uma base clínica e experimental, examinou pacientes durante e, principalmente, após a guerra com lesões cerebrais adquiridas em busca de um trabalho experimental de reabilitação.

Foi neste cenário que, durante todo o século XX, as várias áreas de pesquisa solidificaram-se, permitindo que conceitos psicológicos se somassem aos de outras ciências e se constituísse a Neuropsicologia. Ou seja, durante a guerra e logo depois dela, a neuropsicologia tornou-se uma ciência propriamente dita, tornando-se um ramo da ciência cujo objetivo específico e peculiar é a investigação do papel de sistemas cerebrais individuais em formas complexas de atividade mental, estudando a relação entre cognição e comportamento, assim como da atividade do sistema nervoso em condições normais e patológicas, indo além das informações obtidas pelos métodos tradicionais de exames de neuro-imagem.

Desde então as contribuições para a medicina não param, seja agregando questões relacionadas às dissociações observadas entre pacientes com lesões cerebrais distintas ou a partir da construção de testes neuropsicológicos voltados à investigação de pacientes com acometimentos múltiplos. Seguindo o pressuposto de que processos psicológicos podem ser investigados por exames não invasivos – testes, inventários, questionários (procedimentos padronizados capazes de descrever, com certa fidedignidade, como capacidades e habilidades mentais se comportam após algum tipo de lesão cerebral), ou mesmo assessorando estudos comparativos transculturais.

A neuropsicologia tem como principais atuações a contribuição ao diagnóstico complementar através da avaliação neuropsicológica e a intervenção clínica para os diversos quadros patológicos decorrentes de alterações do sistema nervoso central através da reabilitação cognitiva. E, apesar de sua contribuição inicial na medicina ter se dado nos campos da neurologia e da psiquiatria, esses conhecimentos tiveram interfaces também com a geriatria, pediatria, fonoaudiologia, pedagogia e, mais recentemente, economia e marketing.

O aumento do conhecimento produzido de forma ecológica, assim como através de suas pesquisas clínicas e experimentais do funcionamento do sistema nervoso central, do funcionamento cognitivo e do comportamento, e relacionando-os cada dia mais com os traços da própria personalidade, facilitam o olhar médico sobre o paciente compreendendo a origem da sua disfuncionalidade nas atividades diárias e favorecendo o manejo familiar desse mesmo paciente, o que, por sua vez, pode retornar em benefícios aos próprios pacientes, permitindo um melhor entendimento de seus problemas e auxiliando no delineamento de intervenções mais adequadas ao seu caso específico.

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Um comentário

  1. Jobel Moraes Caetano.

    Muito bom.

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