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cerebro sendo apagado com borracha

Controle glicêmico nos pacientes diabéticos do tipo 2 e o declínio cognitivo

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Vamos falar sobre um arquivo recentemente publicado, que tem como objetivo associar o controle glicêmico nos pacientes diabéticos do tipo 2 e declínio cognitivo, baseado nos níveis de hemoglobina glicosilada.

O estudo se baseou numa coorte de pacientes ingleses com diabetes do tipo 2 no período entre 2004 até 2015. Os níveis de hemoglobina glicosilada foram comparados com escores de função cognitiva e os resultados e dados foram analisados de maneira estatística.

Foram selecionados mais de 5 mil participantes, 55% mulheres, com idade média de 65 anos (55-75) com diversos valores de hemoglobina glicosilada; o acompanhamento durou em média 8 anos.

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Os resultados foram: elevações, mesmo que sutis, da hemoglobina glicosilada estão associadas a declínio cognitivo nesta faixa etária (na população estudada). Não só declínio cognitivo, mas também declínio na memória e execução de tarefas.

Vale lembrar que os resultados para serem avaliados e possuírem relevância estatística foram ajustados por idade, sexo, fatores de risco como pressão arterial, níveis de colesterol e suas frações, IMC, tabagismo, consumo de álcool, etc.

Portanto, temos que nos preocupar cada vez mais com os pacientes diabéticos nesta faixa etária, para evitar que o controle ineficaz da doença acarrete, além dos já sabidos riscos micro e macrovasculares, também déficit cognitivo nos nossos pacientes.

É cada vez mais indicado abordar o paciente diabético de maneira multidisciplinar, visando um bom controle da doença e detecção precoce de quaisquer morbidades que acarretem em perda de qualidade de vida nesta população.

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