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Nova recomendação do ACOG sobre as vacinas contra Covid-19 em gestantes

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No início deste de mês de março de 2021 o American College of Obstetricians and Gynecologists lançou uma nota de recomendação sobre a vacinas contra Covid-19 para as gestantes.

A recomendação consiste em não desencorajar as gestantes que desejem ser vacinadas, já que até o momento as evidências não apontam riscos ao binômio materno-fetal.

Leia também: Covid-19: SBOC solicita prioridade a pacientes oncológicos em vacinação

Nova recomendação do ACOG para as vacinas contra Covid-19 em gestantes.

Tomada de decisão

O ACOG pontua os quesitos que devem ser abordados entre médico e paciente no auxílio de decisão por vacinar ou não:

Risco da infecção Covid-19 durante a gestação

As gestantes fazem parte do grupo de risco aumentado para evolução de formas graves da doença, porém ainda assim, esse risco é considerado pequeno.

Este risco aumentado está presente principalmente em gestantes com diabetes, obesidade, idade avançada, doença cardiovascular.

Segurança das novas vacinas

Todas as vacinas hoje disponíveis não foram testadas em população específica de gestantes. Dados in vivo foram obtidos até o momento de pacientes grávidas que foram inadvertidamente vacinadas durante os estudos. Dados coletados pelo CDC, pelo Developmental and Reproductive Toxicity não demostraram efeitos adversos preocupantes, bem como nenhuma vacina aplicada nos EUA causa infertilidade. Efeitos colaterais comuns são: febre, dor muscular, artralgia, cefaleia, fadiga. O ACOG recomenda controle desses sintomas com paracetamol.

Saiba mais: Covid-19: vacinação em pacientes com insuficiência adrenal

Eficácia das novas vacinas

Até o momento a eficácia em gestantes parece ser similar à de indivíduos adultos não gestantes. Todas as vacinas disponíveis parecem ter alta eficácia de proteção contra Covid-19. Duas doses de vacina de RNAm (Pfizer-BioNtech & Moderna) são necessárias para garantir a proteção esperada. Uma dose apenas de vacina com vetor de adenovírus (Janssen) é necessária para induzir a proteção. Todas as vacinas previnem contra a forma grave da doença. A duração da proteção da vacinação ainda é desconhecida

Risco individual da paciente

O ACOG sugere levar em consideração a quantidade de casos na comunidade que o paciente reside, se possui comorbidades (obesidade, diabetes, etc), quantas pessoas coabitam na residência, se utiliza transporte público, se faz uso de adequados de EPI.

Segurança e eficácia para o recém-nascido

Ainda não há dados conclusivos sobre proteção do recém-nascido a partir da imunização materna. Ainda não há vacinas disponíveis para crianças e recém-natos.

Suporte contínuo

Pacientes gestantes que optem por não vacinar devem ser apoiadas em sua decisão. É papel do médico sempre orientar e estimular as medidas tradicionais de segurança como:

  • Uso de máscara;
  • Permanecer no mínimo 6 pés de distancia de outras pessoas (aproximadamente 2 metros);
  • Lavar as mãos com agua e sabão por no mínimo 20 segundos, ou higienizá-la com álcool (no mínimo 60%);
  • Seguir as orientações do guia de viagem do CDC;
  • Realizar quarentena na ocasião de infecção pelo vírus;
  • Seguir as orientações aplicáveis no ambiente de trabalho.

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