Saúde Pública

Nova vacina contra a meningite está disponível no SUS

Tempo de leitura: 3 min.

O Ministério da Saúde atualizou o seu calendário de imunizações incluindo a vacina ACWY (conjugada), que protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana: A, C, W e Y, e que passa a ser aplicada em adolescentes de 11 e 12 anos.

Todas as Unidades Básicas (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) já contam com doses únicas da vacina. Além disso, também é oferecida à população a vacina contra o sorotipo C, indicada para bebês: aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses.

A meta é imunizar, no mínimo, 80% dos adolescentes brasileiros nesta faixa etária, o que corresponde a 5.621.137 jovens.

Saiba também: Anvisa alerta profissionais de saúde para novos lotes de vacina e medicamentos falsificados

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Vacina contra meningite no SUS

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil disponibiliza a vacina meningocócica C (conjugada) na rotina de vacinação para as crianças menores de cinco anos. Agora, implementa para os adolescentes de 11 e 12 anos de idade, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.

Quem já recebeu a vacina meningocócica C pode ser imunizado com a ACWY, respeitando o intervalo mínimo de um mês após a última dose da meningocócica C.

Dessa forma, os pediatras devem orientar aos pais ou responsáveis legais para procurar a unidade básica de saúde mais próxima e garantir a imunização de seus filhos contra a meningite com a nova vacina ACWY.

“Claro que é importante evitar lugares cheios e aglomerados em tempos de pandemia de Covid-19, mas também não podemos nos descuidar da vacinação de rotina, tomando as doses recomendadas e de reforços. Isso é essencial para que a população não fique ainda mais vulnerável a doenças infecciosas”, ressalta o infectologista Jessé Alves, que também é gerente médico de vacinas da GSK.

Pesquisa

Uma pesquisa encomendada pela GSK, conduzida pelo Instituto Ipsos MORI, realizada entre março e abril de 2019, mostra que 59% dos pais brasileiros sabem que a meningite é uma doença incomum, porém grave. Apenas metade (50%) sabe que ela pode deixar sequelas severas, como perda auditiva e de membros.

Outro dado da pesquisa mostra que 52% dos entrevistados não sabem que existem esses diversos tipos de meningite meningocócica. Além disso, 63% não sabem que diferentes vacinas contra a enfermidade oferecem proteção contra sorogrupos distintos da meningite. Além disso, mais da metade dos responsáveis brasileiros (51%) não têm certeza sobre a atualização da carteira de vacinação dos filhos com relação à meningite.

Já a pesquisa Vaccinate for Life, também encomendada pela GSK, realizada em 2017, indica que 64% dos adultos não estão com a vacinação totalmente em dia e, nos últimos cinco anos, apenas 7% se vacinaram contra a meningite C e B, e 6% contra a ACWY.

Leia também: Vacinas meningocócicas conjugadas no Brasil: intercambialidade e diferentes esquemas de doses

Meningite no Brasil

Em 2019, 1.037 ocorrências de meningite foram registradas no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (556 casos), Sul (182 casos) e Nordeste (176 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados. Esses dados são de acordo com o Ministério da Saúde.

Além das vacinas, o SUS oferece tratamento medicamentoso, indicado para casos de doença meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED.

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Publicado por
Úrsula Neves

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