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animação de um virus da gripe

Novo teste rápido para detecção de infecção por influenza

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Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. É caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, cefaleia, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza.

Seu diagnóstico com base apenas em sintomas clínicos é difícil porque as manifestações variam e são inespecíficas. Consequentemente, os resultados dos testes de diagnóstico são úteis para orientar o manejo clínico. Diagnósticos rápidos e precisos da influenza podem melhorar o atendimento ao paciente. Para avaliar este contexto, uma metanálise foi realizada e publicada no Annals of Internal Medicine.

Para essa metanálise, os pesquisadores analisaram 162 estudos publicados de 130 (80,2%) testes rápidos de diagnóstico de influenza tradicionais, 19 (11,7%) imunoensaios digitais e 13 (8%) novos testes rápidos de amplificação de ácido nucleico. A maioria dos estudos avaliou populações variadas de adultos e crianças.

A população foi considerada pediátrica em 22,3%, 31,6% e 7,7% dos testes rápidos de diagnóstico de influenza tradicionais, imunoensaios digitais e novos testes rápidos de amplificação de ácido nucleico, respectivamente. Outra característica dos estudos foi que estes combinaram pacientes de ambientes hospitalares e ambulatoriais sem separar os dados ou não relatou o ambiente utilizado.

Os imunoensaios digitais apresentaram sensibilidades de 25,5 pontos percentuais (intervalo de credibilidade [ICr] de 95%: 17,0 a 33,4 pontos percentuais) e 23,5 pontos percentuais (ICr: 7,7 a 37,9 pontos percentuais) superiores aos dos testes rápidos de diagnóstico de influenza tradicionais para o diagnóstico de influenza A e B, respectivamente.

Veja também: ‘Influenza – CDC atualiza normas de prevenção não-farmacológica’

A sensibilidade dos novos testes rápidos de amplificação de ácido nucleico foi superior à dos testes rápidos de diagnóstico de influenza tradicionais em 37,1 pontos percentuais (ICr: 28,6 a 44,2 pontos percentuais) e 41,7 pontos percentuais (ICr: 28,5 a 54,0 pontos percentuais) para a influenza A e B, respectivamente, e para os imunoensaios digitais em 11,5 pontos percentuais (ICr: 2,9 a 19,5 pontos percentuais) e 18,2 pontos percentuais (ICr: 6,9 a 30,6 pontos percentuais).

Quarenta e seis estudos de influenza A e 24 de influenza B apresentaram dados específicos para crianças, e 35 estudos de influenza A e 16 de influenza B apresentaram dados específicos para adultos.

As sensibilidades agrupadas foram maiores em crianças em 12,1 para 31,8 pontos percentuais, com exceção da influenza A através dos novos testes rápidos de amplificação de ácido nucleico (2,7 pontos percentuais). As sensibilidades agrupadas favoreceram estudos patrocinados pela indústria em 6,2 a 34,0 pontos percentuais.

Com base nesses resultados, foi possível demostrar que os imunoensaios digitais e os novos testes rápidos de amplificação de ácido nucleico apresentaram sensibilidades acentuadamente maiores para influenza A e B em crianças e adultos do que os testes rápidos de diagnóstico de influenza tradicionais, com especificidades igualmente altas.

E mais: ‘Podemos prevenir mortes causadas por influenza grave?’

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Referências:

  • Merckx J, Wali R, Schiller I, Caya C, Gore GC, Chartrand C, et al. Diagnostic Accuracy of Novel and Traditional Rapid Tests for Influenza Infection Compared With Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaction: A Systematic Review and Meta-analysis. Ann Intern Med. 2017;167:394–409. doi: 10.7326/M17-0848

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