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O que devo conhecer sobre o climatério e a sexualidade feminina?

Tempo de leitura: 2 minutos.

climatério é um período de transição entre as fases reprodutiva e não reprodutiva da mulher, dos 40 aos 65 anos, em que ocorrem alterações hormonais, psíquicas e sociais que interferem na qualidade de vida sexual. Segundo o IBGE, a expectativa de vida da mulher brasileira aumentou de 45 anos em 1960, para 77 anos em 2010, demonstrando que as mulheres estão passando um terço de sua vida no período do climatério. A maior longevidade associada a melhor qualidade de vida tem permitido que as mulheres desfrutem da atividade sexual, além da menopausa.

Os sintomas decorrentes da deficiência estrogênica como dificuldade em atingir excitação e orgasmo, déficit de lubrificação vaginal ou ainda a existência de dor durante ou após a penetração vaginal, interferem negativamente na satisfação sexual das mulheres climatéricas; já a diminuição da libido nessa fase associa-se mais aos aspectos psicossociais ou secundários à dor no coito.

Estudo realizado no nordeste brasileiro em 2017 demonstrou que mais da metade (58,73%) apresentavam insatisfação sexual e que quanto maior a intensidade dos sintomas climatéricos, maior a frequência de disfunção sexual. Sabe-se que o uso de terapia hormonal (TH) convencional melhora bastante os sintomas urogenitais e os fogachos, reforçando que o uso dessa terapia contribui para tornar a qualidade de vida global mais satisfatória nas mulheres na pós-menopausa.

Além disso, o climatério associa-se com maior incidência de depressão e ansiedade, os quais podem influenciar negativamente no desejo, excitabilidade e satisfação sexual. Essa relação pode ser decorrente tanto do efeito prejudicial do estado psicológico que envolve o climatério (envelhecimento, síndrome do ninho vazio, mudanças corporais) quanto pelos efeitos negativos que os sintomas climatéricos trazem ao humor e à autopercepção de saúde individual.

Este panorama impõe desafios a nós profissionais de saúde e sociedades no sentido de propiciar assistência às mulheres climatéricas para que tenham não só mais tempo de vida como também qualidade e saúde, incluindo o exercício pleno da sua sexualidade.

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Referências:

  1. Manual de atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008.
  2. Cadernos de Atenção Básica: Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2013.
  3. Menezes DV, Oliveira ME De, Saúde F De, Humanas C. Evaluation of life ’ s quality of women in climacteric in the city of Floriano , Piauí. Fisioter Mov. Teresina, PI; 2016;29(June):219–27.

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