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O que é Síndrome de Wellens e como identificá-la?

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Síndrome de Wellens (SW) foi descrita pela primeira vez em 1982 por Zwaan, Wellens et al. após identificarem ao ECG basal alterações de repolarização ventricular ou alterações específicas da ondaT em derivações precordiais, em pacientes com angina instável, porém sem dor no momento do registro eletrocardiográfico. Essas alterações eletrocardiográficas foram associadas a estenoses criticas da artéria descendente anterior.

O que é a Síndrome de Wellens?

Podemos classificar a SW como uma variante da AI que, se não reconhecida em tempo hábil, pode resultar em alta morbimortalidade. Logo os pacientes enquadrados nessa síndrome devem ser encaminhados para estudo hemodinâmico precoce com a finalidade de confirmação diagnóstica e intervenção percutânea. Os fatores de risco são os mesmos da DAC: obesidade, hipertensão, diabetes mellitus, tabagismo, história familiar de doença coronariana, dislipidemia e sedentarismo.

  • O reconhecimento destas alterações electrocardiográficas na sala de emergência constituti um fator de extrema importância já que tais alterações são fortemente preditivas de um infarto de parede anterior e se não forem adotadas estratégias precoces de intervenção poderá levar ao óbito.

Leia maisIAM com alterações de alto risco no ECG: indo além do supradesnivelamento do segmento ST

Podemos fazer o diagnóstico de Síndrome de Wellens quando encontramos as seguintes características: história de dor anginosa típica, biomarcadores de necrose miocárdica normais ou pouco aumentados, e as seguintes alterações eletrocardiográficas registradas:

  1. As manifestações eletrocardiográficas ocorrem na ausência de dor anginosa
  2. Ondas T invertidas ou bifásicas em V2 e V3
  3. pequeno ou ausência de supra de ST.
  4. ausência de ondas Q nas derivações precordiais
  5. evolução normal da onda R em derivações precordiais

A SW pode ser dividida em dois tipos

A Síndrome de Wellens do tipo 1 relaciona-se com a minoria dos casos –em torno de 24%- e caracteriza-se por onda t bifásica (plus/minus) nas derivações V2 e V3. A Síndrome de Wellens do tipo 2 encontrada na maioria dos casos, em torno de 76 % e caracteriza-se por onda T invertida, profunda e simétrica, nas derivações V2 e V3; podendo ser encontrada em V1-V4 e em menor escala em V5 e V6.

Conclusão

Devemos ressaltar casos com achados eletrocardiográficos sugestivos de SW em pacientes que fazem uso de drogas ilícitas como cocaína ou crack, onde o uso de betabloqueadores poderia levar a consequências não favoráveis. Nunca devemos estratificar esses pacientes com teste ergométrico, devemos encaminhá-los logo para coronariografia pelo alto risco de evolução para IAM.

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Referências:

  • Zwaan C, Bär FW, Wellens HJ. Characteristic electrocardiographic pattern indicating a critical stenosis high in left anterior descending coronary artery in patients admitted because of impending myocardial infarction. Am Heart J. 1982;103(4 Pt 2):730-6.
  • Dhawan SS. Pseudo-Wellens’ syndrome after crack cocaine use. Can J Cardiol. 2008;24(5):404.
  • Langston W, Pollack M. Pseudo-Wellens syndrome in a cocaine user. Am J Emerg Med. 2006;24(1):122-3.
  • Rhinehardt J, et al. Am J Emerg Med. 2002;20:638-643

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