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Obesidade: uma “pandemia” silenciosa

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A obesidade é definida como um aumento de gordura corporal, resultando em um estado nutricional onde há ganho de peso acima do esperado, que pode desencadear riscos para outros agravos como: diabetes, dislipidemias, síndrome metabólica, aterosclerose, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, esteatose hepática não alcoólica, distúrbios do sono, transtornos do humor, e mais recentemente à covid-19.

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A obesidade pode ser considerada genética, mas geralmente está ligada a elementos que dificultam essa atribuição, uma vez que é forte a consideração da ciência sobre hábitos e estilo de vida, evidenciando questões sociais, psíquicas e relacionada a outros fatores compensatórios. Além disso, o comportamento familiar e de outros grupos, podem ser relacionados a construção de um comportamento alimentar, fatos que têm propiciado um alto índice de pessoas com obesidade no mundo — mais de 50% da população mundial, segundo a OMS. Por esses motivos é que se torna necessário avaliar evidências concretas individuais e a questão social, fortemente influenciadora de um comportamento alimentar, gerador da obesidade.

Nesse sentido se faz necessário compreender parâmetros de avaliação. Assim, temos o Índice de Massa Corporal (IMC), que pode ser compreendido como a medida que classifica o estado nutricional, é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros): IMC = Peso ÷ (Altura × Altura). Para que um indivíduo seja considerado obeso o seu IMC deverá ser igual ou maior a 30. Existem fatores que podem influenciar na obesidade, alguns exemplos são o consumo de alimentos industrializados, o sedentarismo e alterações de humor. Por essa razão é indispensável uma reflexão referente ao contexto pandêmico.

Obesidade uma “pandemia” silenciosa

A pandemia da covid-19 X obesidade

Após o surgimento da covid-19, houve um conjunto de ações que preconizou o isolamento social, inclusive o fechamento de academias, praças os espaços destinados à prática da atividade física, bem como a orientação para que as pessoas ficassem em casa e evitassem a transmissibilidade do vírus. Todas essas ações reduziram as possibilidades de prática de atividade física, podendo ocasionar o aumento da obesidade.

A permanência em casa propiciou além do sedentarismo, o aumento do consumo de alimentos industrializados ou Ifood, que por sua vez, estão associados a alimentos de alto valor calórico como pizzas e hambúrgueres. O consumo de alimentos deve ser pauta em um novo mundo onde as doenças coronarianas são aquelas que mais matam no mundo e estão diretamente associadas com a obesidade.

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Outra consequência do isolamento social foi a diminuição das relações interpessoais, que desencadeiam diversas consequências como ansiedade, depressão, tristeza, medo, dentre outras. Essa problemática, também possibilita o consumo de alimentos e a redução da atividade física, que amplifica riscos para outras comorbidades. E nesse sentido, profissionais de saúde devem compreender todos esses processos para o constituir medidas de cuidados. A associação simultânea de comportamentos de risco e obesidade se potencializa quando a pessoa está em grandes centros.

A falta de atividade física e a alimentação inadequada são os maiores problemas que encontramos. Tempo de exposição a televisão, distúrbios do sono, uso de álcool e outras drogas como o tabaco, são alguns dos problemas que podem provocar doenças, dentre elas a obesidade. Durante a pandemia, temos as afecções silenciosas, que provocam a necessidade de discussão na vida econômica, social e educacional, referente a dor e frente ao luto. Assim, vamos travando uma grande batalha, no sentido de compreender possibilidades para cuidar de situações conflitantes e da “pandemia” silenciosa da obesidade — e seus riscos — que normalizou-se na sociedade atual.

Mariana Marins

Enfermeira, especialista em saúde da família. Mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense. Experiência na gestão de unidade básica de saúde no Município do Rio de Janeiro e atualmente Gestora em Saúde no Município de Maricá.

Isabelle Gaspar

Enfermeira – Residência em Saúde da Mulher (HESFA/UFRJ), Mestrado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) e Especialização em Gênero e Sexualidade (CLAM/IMS/UERJ).

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