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OMS alerta que a Covid-19 é dez vezes mais letal que o H1N1

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A Covid-19 é dez vezes mais letal do que o H1N1, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta segunda-feira, dia 13 de abril, enfatizando a importância de uma suspensão “lenta” do confinamento aos governantes, durante a coletiva virtual realizada em Genebra.

“Os dados coletados em diversos países nos dão uma imagem mais clara desse vírus, de seu comportamento, da maneira de contê-lo. Sabemos que a Covid-19 se espalha rapidamente, sendo dez vezes mais letal do que o vírus da gripe suína”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Enquanto a pandemia do novo coronavírus já fez mais de 115 mil óbitos em todo o mundo desde que surgiu na China em dezembro, segundo um balanço estabelecido pela Agência France-Presse (AFP) com fontes oficiais, a gripe A (H1N1) deixou 18.500 mortos.

No entanto, a revista médica Lancet estimou o número de óbitos entre 151.700 e 575.400. Essa revisão incluiu óbitos estimados na África e no Sudeste Asiático que não foram contabilizadas pela OMS.

O surto, declarado pandemia em junho de 2009 e considerado em agosto de 2010, acabou não sendo tão mortal quanto se temia. Os países europeus e a OMS foram criticados por uma mobilização considerada superdimensionada na época.

Na falta de uma vacina

Na falta de uma vacina contra o novo coronavírus, a OMS alertou para que os países realizem campanhas de diagnóstico generalizadas entre os casos suspeitos, coloque-os em quarentena e acompanhe os resultados.

Contudo, o risco da Covid-19 se reintroduzir e ressurgir pode continuar.

“Por fim, o desenvolvimento e a distribuição de uma vacina segura e eficaz serão necessários para impedir completamente a disseminação”, enfatizou Tedros Ghebreyesus.

Dada a falta de testes e o congestionamento de muitos hospitais pelos casos infectados, os governos devem implementar medidas de confinamento que levaram à paralisia de setores da economia.

Entretanto, nos últimos dias, as pressões se multiplicam para retomar a atividade econômica.

Leia também: Covid-19: inteligência artificial sugere que idade de risco seja a partir de 45 anos

Duplicação dos casos infectados a cada três a quatro dias

Tedros lamentou que em alguns países o número de os casos está duplicando a cada três a quatro dias, mas enfatizou que se esses países estivessem comprometidos em “encontrar precocemente casos, testar, isolar (e) cuidar de todos os casos e rastrear todos os contatos”, eles poderiam controlar o vírus.

Mais da metade da população do planeta está atualmente em casa, como parte dos esforços para conter a propagação do vírus, mas o diretor da OMS alertou que “a nossa conexão global significa que o risco de reintrodução e ressurgimento da doença continuará”.

Ele ressaltou que, embora a Covid-19 tenha acelerado rapidamente, desacelera muito mais lentamente.

“Em outras palavras, a descida é muito mais lenta do que a subida. E as medidas de controle devem ser levantadas lentamente e com controle. Isso não pode acontecer de uma só vez”, enfatizou Tedros, complementando que as medidas de controle só podem ser levantadas se as medidas corretas de saúde pública estiverem em vigor, incluindo uma capacidade significativa de rastreamento de contatos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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