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Coronavírus: tudo o que você precisa saber sobre a nova pandemia

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Confira o que você verá neste texto:

  1. Casos no Brasil;
  2. Abordagem: definição de caso suspeito;
  3. Precauções e orientações gerais para profissionais;
  4. Abordagem: fluxo de atendimento;
  5. Abordagem de casos graves;
  6. Medicamentos estudados para tratamento;
  7. Declaração de óbito e manejo de corpos;
  8. Posicionamentos de sociedades e recomendações de especialidades;
  9. Linha do tempo da pandemia.

O primeiro caso da pandemia pelo novo coronavírus, SARS-CoV2, foi identificado em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro do último ano. Desde então, os casos começaram a se espalhar rapidamente pelo mundo: primeiro pelo continente asiático, e depois por outros países.

Em fevereiro, a transmissão da Covid-19, nome dado à doença causada pelo SARS-CoV2, no Irã e na Itália chamaram a atenção pelo crescimento rápido de novos casos e mortes, fazendo com que o Ministério da Saúde alterasse a definição de caso suspeito para incluir pacientes que estiveram em outros países. No mesmo dia, o primeiro caso do Brasil foi identificado, em São Paulo.

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto da doença como pandemia. Poucos dias depois, foi confirmada a primeira morte no Brasil, em São Paulo. No mesmo dia, dois pacientes que haviam testado positivo para coronavírus, do Rio de Janeiro, vieram a óbito, mas laudos das mortes ainda não foram divulgados.

Ouça nosso podcast: Saúde mental dos profissionais em tempos de coronavírus

Veja os números atualizados (04/04, às 20h10):

  • 10.278 confirmados no Brasil, em todos os estados, sendo o maior foco em São Paulo (4.466), seguido de Rio de Janeiro (1.246) e Ceará (730);
  • 432 mortes confirmadas no Brasil, sendo 260 apenas no estado de São Paulo. Apenas os estados Acre e Tocantins ainda não tem mortes;
  • A taxa de letalidade do Brasil* atualmente é 4,2%;
  • Mais de 1,2 milhão de casos em 181 países e territórios;
  • Mais de 36 mil casos graves;
  • 64.988 mortes;
  • Mais de 247 mil pessoas recuperadas.

*Vale lembrar que a taxa de letalidade está em cima de casos confirmados, sendo que casos leves não tem a recomendação de serem testados, por isso muitos não entram nos números.

Você também pode ajudar: Ação solidária pretende ativar 50 leitos de UTI, no Rio de Janeiro

Veja ainda: Fiocruz e Albert Einstein contratam profissionais de saúde para o combate à Covid-19

Casos no Brasil

Estado Casos confirmados Mortes
AC 46 0
AL 23 2
AP 28 1
AM 311 12
BA 332 7
CE 730 22
DF 454 7
ES 153 5
GO 103 2
MA 88 1
MT 56 1
MS 62 1
MG 430 6
PA 80 1
PB 32 2
PR 395 6
PE 176 14
PI 22 4
RJ 1.246 58
RN 212 6
RS 410 5
RO 11 1
RR 37 1
SC 334 5
SP 4.466 260
SE 27 2
TO 14 0
Total 10.278
432

Abordagem do coronavírus

Definição de caso suspeito

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento. As informações devem ser inseridas nesta ficha de notificação. Para os estados com número grande de casos, porém, a orientação do Ministério da Saúde é que o tratamento de casos graves é mais importante que a notificação, por isso pessoas com síndrome gripal que não estejam graves são orientadas a não buscar um posto de emergência, realizando apenas o isolamento social.

Precauções

 

 

Adaptado de Anvisa.

Veja mais detalhes aqui: Quais as medidas de precaução para cada tipo de transmissão?

Leia também: Coronavírus na prática: orientações gerais para profissionais de saúde

Whitebook: qual EPI usar durante a pandemia de coronavírus?

Assista: Coronavírus: o que fazer se a máscara n95 acabar? [vídeo]

Fluxograma de atendimento

 

Você também pode baixar esse fluxograma em PDF e disponibilizar em sua unidade de saúde!

Veja também: Abordagem à síndrome gripal durante a pandemia de coronavírus

Leia mais:

 

Tratamento de casos graves

  1. Administrar oxigenoterapia suplementar imediatamente a pacientes com SARI e dificuldade respiratória, hipoxemia ou choque.
  2. Usar tratamento conservador de fluidos em pacientes com SARI quando não houver evidência de choque.
  3. Prescrever antimicrobianos empíricos para tratar todos os patógenos prováveis ​​que causam SARI. Avaliar diariamente a possibilidade de descalonamento do esquema conforme estado clínico e resultados microbiológicos.
  4. Não administrar rotineiramente corticosteroides sistêmicos para tratamento de pneumonia viral ou SDRA, a menos que sejam indicados por outro motivo.
  5. Para pacientes críticos que desenvolverem febre, sugere-se uso de paracetamol para controle da febre em detrimento a nenhum controle farmacológico da febre.

Veja também: Coronavírus em Terapia Intensiva: orientações de abordagem do COVID-19

Insuficiência respiratória hipoxêmica e SDRA:

  1. Reconhecer insuficiência respiratória hipoxêmica grave quando um paciente com dificuldade respiratória estiver com falha na oxigenoterapia padrão.
  2. O oxigênio nasal de alto fluxo ou a ventilação não invasiva (VNI) devem ser usados ​​apenas em pacientes selecionados com hipoxemia.
  3. Em pacientes com SDRA grave, recomenda-se ventilação prona> 12 horas por dia.
  4. Evitar desconectar o paciente do ventilador, o que resulta em perda de PEEP e atelectasia.
  5. Em pacientes adultos na ventilação mecânica com Covid-19 e SDRA sugere-se o uso de corticosteroides sistêmicos. Caso decida pelo uso, deve ser iniciado em doses baixas por curtos períodos.

Leia mais sobre o novo guideline: Surviving Sepsis Campaign para manejo de pacientes graves

Veja ainda: Coronavírus: sequência rápida ou sequência atrasada na intubação?

Choque séptico:

  1. Na ressuscitação do choque séptico em adultos, administrar pelo menos 30 mL/kg de cristaloide isotônico em adultos nas primeiras 3 horas. Não usar cristaloides hipotônicos para ressuscitar.
  2. A ressuscitação com líquidos pode levar à sobrecarga de volume, incluindo insuficiência respiratória. Se não houver resposta à reposição e sinais de sobrecarga de volume (por exemplo, distensão venosa jugular, crepitações na ausculta pulmonar, edema pulmonar), reduzir ou interromper a administração de líquidos.

Veja aqui o tratamento de casos graves de forma mais detalhada.

Leia também: Whitebook: como manejar parada cardiorrespiratória na Covid-19?

Medicamentos para tratamento

Com o crescimento da pandemia no Ocidente, novas formas de tratamento para a doença do novo coronavírus, Covid-19, estão sendo pesquisadas. A maioria tem como pano de fundo estudos prévios in vitro, em modelos animais, e na experiência anterior com o outro coronavírus, o MERS.

De todos, os principais do momento são lopinavir-ritonavir e hidroxicloroquina.

Além deles, a OMS anunciou o início do projeto SOLIDARITY, que tem como objetivo realizar testes com as drogas mais promissoras no tratamento contra o novo coronavírus. O estudo foi projetado para ser o mais simples possível para que até os hospitais mais sobrecarregados pela pandemia possam participar.

As quatro drogas seriam remdesivir, utilizado no tratamento do ebola e interferon-beta, além lopinavir-ritonavir e cloroquina.

Veja mais detalhes dos estudos:

Leia também: Protocolo de manejo do coronavírus: o que o enfermeiro precisa saber?

Declaração de óbito e manejo de corpos

As diretrizes para manejo e seguimento dos óbitos por Covid-19, doença do novo coronavírus, foram publicadas no último dia 20, no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Nos casos de óbito suspeito (por exemplo, em casos de SARS), em que a adequada identificação da causa de óbito por Covid-19 é fundamental para o acompanhamento da pandemia em curso, a realização de exames post-mortem nos SVOs não deve ser realizada, pois implicam não apenas em grande potencial de contaminação dos serviços.

As necrópsias nesses serviços de casos confirmados ou suspeitos estão suspensas devido ao alto risco de contaminação. O uso de técnicas menos invasivas para necrópsia permitem que o caso seja esclarecido com maior rapidez, menor custo e no caso de uma pandemia, menor risco de contaminação para servidores e para a população em geral.

A causa básica do óbito para fins de preenchimento da DO nos casos confirmados deve incluir a infecção por coronavírus (CID – B34.2) e ser preenchida claramente como causa bem definida.

O manejo dos corpos será aplicado a todos os casos, sejam eles confirmados ou suspeitos. Os casos que envolvam óbito com violência ou suspeita de violência continuam com a obrigatoriedade de serem encaminhados ao IML.

Os corpos devem ser envoltos e acondicionados em saco impermeável composto de lona plástica em polímero biodegradável, de acordo com a política nacional de resíduos. O saco deve conter zíper e lacre plástico devendo ser limpo e higienizado com desinfetante hospitalar ou substância à base de álcool 60 a 95%. Posteriormente o corpo ensacado será acondicionado em urna funerária que será imediatamente lacrada.

Mais detalhes você encontra no texto completo, acessando aqui!

Posicionamentos e recomendações por especialidades

Cirurgia:

Cuidados Paliativos:

Terapia intensiva:

Psiquiatria:

Obstetrícia: 

Oftalmologia:

Medicina Laboratorial:

Hematologia:

Oncologia:

Endocrinologia:

Neurologia:

Pediatria:

Linha do tempo da Covid-19, doença pelo novo coronavírus

Abril 2020

 – Número de casos no mundo ultrapassa a marca de 1 milhão

No dia 1º de abril, mais de 1 milhão de casos são registrados no mundo. O país com maior número de pessoas contaminadas é o Estados Unidos, com mais de 200 mil casos, seguido de Espanha (mais de 117 mil) e Itália (mais de 115 mil). A Alemanha vem logo abaixo, com pouco mais de 85 mil, mas também com mais casos no total que a China, que até o momento tem quase 83 mil casos.

Apesar de a China ter comemorado a diminuição da transmissão, nos últimos dias o número de casos voltou a aumentar, e o país se prepara para uma segunda onda de contaminação.

No Brasil, são confirmados mais de 7.900 casos em todo o país, com 299 mortes, sendo a maior parte nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Março 2020

 – OMS alerta para a aceleração da contaminação no mundo

Na coletiva de imprensa do dia 23, a OMS alertou para o crescimento extremamente rápido no número de casos no mundo. Nos últimos quatro dias, os novos casos de coronavírus subiram em 100 mil, elevando o total de indivíduos infectados a mais de 300 mil em quase todos os países do mundo. Para comparar a velocidade que a pandemia ganhou, a entidade informou que o número de casos de Covid-19 atingiu a marca de 100 mil em 67 dias, mas levou apenas onze dias para dobrar e atingir 200 mil casos e outros quatro dias para chegar a 300 mil casos.

Estados Unidos foi um dos países responsáveis pela aceleração no número de casos, podendo até mesmo se tornar o novo epicentro da pandemia, segundo a OMS afirmou no dia 24.

 – Ministério declara transmissão comunitária em todo o país

Todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do novo coronavírus, que é aquela em que não é mais possível localizar a origem da infecção, indicando que o vírus está circulando entre os indivíduos que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

A declaração do Ministério da Saúde foi realizada na noite do dia 20, quando já haviam mais de 900 casos no Brasil, com 11 mortes. A previsão do ministro Henrique Mandetta é que os casos da Covid-19 disparem em abril.

 – CFM autoriza uso da telemedicina durante pandemia

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou no dia 19, por meio de ofício enviado ao Ministério da Saúde, o uso da telemedicina durante a pandemia da Covid-19. A medida tem caráter excepcional, valendo até o fim da luta contra a disseminação da nova doença. Segundo o CFM, a telemedicina pode ser utilizada nas formas: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta.

Leia também: 6 dicas para praticar telemedicina durante a pandemia de coronavírus

 – Ministério da Saúde libera oito testes rápidos para Covid-19

Foram aprovados os primeiros oito testes rápidos para o diagnóstico do novo coronavírus. Os novos exames serão voltados para o uso profissional e permitirão a leitura dos resultados em apenas 15 minutos.

A aprovação dos novos produtos foi realizada seguindo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 348/2020, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.), do dia 18 de março, que permitiu a priorização da avaliação de produtos para diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. Poucos dias depois, anuncia mais três testes rápidos para a doença.

 – China consegue conter transmissão local do coronavírus

A manhã do dia 19 foi de comemoração na China. Pela primeira vez depois de mais de dois meses, nenhum caso de transmissão local foi identificado. De novos casos, apenas pessoas que vieram de outros lugares.

 – Primeira morte do Brasil é confirmada e São Paulo decreta estado de emergência

O Ministério da Saúde confirmou, no dia 17, a primeira morte por Covid-19 no país. A informação foi dada após a confirmação do governador do Estado de São Paulo, onde o caso foi registrado. O homem, de 62 anos, estava internado em um hospital particular da capital paulista, e tinha como agravante histórico de hipertensão e diabetes. Sua evolução foi rápida, já que o diagnóstico foi dado no último dia 10, com registro da morte no dia anterior à divulgação.

O estado registra mais de 150 casos, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, e mais de 1.400 suspeitos. No Brasil, segundo o Ministério, são 290 pessoas com o vírus. Diante do crescimento no número de casos, o prefeito da cidade de São Paulo decretou estado de emergência.

Ao final do mesmo dia, o estado do Rio de Janeiro também registrou duas mortes de pessoas que testaram positivo para a doença. Uma mulher de 63 anos, após ter contato com sua empregadora na capital, que havia ido à Itália, chegou grave ao hospital municipal de Miguel Pereira, onde testou positivo para Covid-19 e evoluiu para óbito rapidamente. O informe foi dado pela prefeitura local.

O segundo paciente era um homem, de 69 anos, hipertenso, que teve contato com o neto que voltou dos Estados Unidos recentemente. Ele foi internado, em Niterói, por insuficiência respiratória, evoluindo com choque séptico.

 – Novas orientações para tratamento

Novos artigos são lançados, trazendo pontos importantes para a abordagem das doenças no período de epidemia, como as síndromes gripais e as pneumonias virais.

Orientações para cuidados em UTI também foram divulgadas em artigo no JAMA e protocolos da AMIB.

 – OMS anuncia que Europa é o novo epicentro do coronavírus

Em coletiva de imprensa no dia 13, o diretor-geral da OMS disse que os casos por dia da Europa ultrapassam a quantidade diária da China no pico da epidemia, por isso o continente deve ser considerado como novo epicentro da pandemia.

Ministério da Saúde, também em coletiva de imprensa no dia 13, recomendou antecipação de férias nas escolas, suspensão de eventos e isolamento de viajantes internacionais. Além disso, confirmou casos de transmissão comunitária, quando não é possível identificar a fonte, nas capitais do Rio de Janeiro e São Paulo. Bahia possui transmissão local confirmada.

 – ANS anuncia que teste para coronavírus será coberto por qualquer plano de saúde

No mesmo dia da declaração de pandemia, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que o exame para detecção do coronavírus será incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a cobertura mínima obrigatória para os beneficiários de planos de saúde.

 – OMS declara pandemia de coronavírus

No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde define o surto como pandemia. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a demora para a definição como pandemia se deu por ser uma palavra perigosa pelas interpretações que pode gerar, mas que o aumento em mais de 13 vezes do número de casos externos à China e as mais de 4 mil mortes justificam a nova classificação.

Os dados apresentados pela organização apontam mais de 118 mil casos em 114 países, com 4.291 mortes. Apesar disso, 90% dos casos estão em apenas na China, Itália, Irã e Coreia do Sul, sendo que a China e Coreia do Sul já estão controlando o vírus. Ainda assim, é esperado que o número de casos continue crescendo no mundo, por isso o controle da transmissão é extremamente importante, e os países devem continuar trabalhando nisso.

Leia também: Por dentro do surto de coronavírus: características e gravidade dos pacientes

Desde o dia 9, o Ministério da Saúde passou a adotar novas recomendações da OMS: realizar testes de coronavírus em pacientes internados com síndrome respiratória aguda grave em cidades que já possuem casos, mesmo sem histórico de viagem ou contato, e naqueles pacientes com síndrome gripal que forem atendidos em unidades da Rede Sentinela, que abrange mais de 114 unidades e postos de saúde no país.

 – Anvisa e Ministério da Saúde atualizam critérios para doação de sangue

Diante do crescente número de casos, a Anvisa e o Ministério da Saúde atualizam os critérios para doação de sangue no país, mesmo que ainda não haja evidências de que o vírus seja transmitido via transfusional. A medida é preventiva e as orientações você encontra em nosso Portal.

Fevereiro 2020

 – Epidemia se espalha e mais estudos são feitos

No dia 26 de fevereiro, mais de 81.300 casos são confirmados em mais de 44 países, treze novos países em apenas dois dias.

Estudos buscam entender a persistência do vírus no ambiente, chegando a conclusão de que podem ficar até nove dias, se as superfícies não forem adequadamente higienizadas. As orientações você pode conferir aqui!

 – Brasil tem primeiro caso confirmado

No mesmo dia da alteração de definição de caso, dia 24, Brasil recebe um paciente com os sintomas depois de voltar da Itália, e os resultados são positivos para SARS-CoV2, como agora é oficialmente chamado o vírus causador da Covid-19.

Diante da confirmação, o Whitebook libera os conteúdos de coronavírus em sua versão gratuita!

 – Casos de coronavírus fora da China crescem de forma rápida

Até o dia 24, o número de casos externos cresce de forma estrondosa. Os países que tem o maior aumento são Itália, que passa de 79 casos para 222 em apenas dois dias, e Irã, que contabiliza 12 mortes e fecha as fronteiras. Ao todo, quase 80 mil casos são confirmados, sendo mais de 2 mil em outros 31 países, com 2.600 mortes, sendo 35 externas à China.

OMS declara que países devem se preparar para uma possível pandemia.

O Ministério da Saúde altera novamente a definição de caso e agora é considerado suspeito aquele paciente que tiver sintomas + histórico de viagem ou contato com quem viajou para: Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã, Camboja, Austrália, Filipinas, Malásia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes, além da China.

 – Transmissão local fora do epicentro e alteração de definição de caso

Por volta do dia 20 de fevereiro, alguns casos começam a ser identificados em pacientes sem histórico de viagem à China. O número de casos ultrapassa 70 mil, com mais de 1.300 casos externos em 28 países.

No dia 21 de fevereiro, o Ministério da Saúde inclui novos países na definição de caso suspeito.

Leia também: Como diagnosticar e tratar doenças respiratórias pelo novo coronavírus em pediatria?

 – OMS declara surto de coronavírus como controlado

Com poucos casos externos à China, e o número de pacientes crescendo cada vez menos, a OMS define, no dia 14, o surto de coronavírus como controlado.

 – Divulgações de mais informações sobre a doença

Até esse momento, diversos pesquisadores se envolveram para entender mais sobre a doença. Estudos apresentaram as principais características clínicas. Além disso, medidas de prevenção são amplamente divulgadas para profissionais de saúde e população, em geral.

Até o dia 10 de fevereiro, mais de 40 mil casos são registrados, com 454 casos externos à China, em outros 24 países e nos três territórios independentes (Taiwan, Macau e Hong Kong). Das mais de 1 mil mortes, as duas primeiras fora da China foram em Hong Kong e nas Filipinas.

 – Whitebook lança conteúdos de coronaviroses

Diante da situação, a equipe do Whitebook também preparou conteúdos sobre a doença para auxiliar os médicos e profissionais de saúde que assinam o aplicativo.

Veja parte do conteúdo: Como diagnosticar a doença respiratória por coronavírus?

Janeiro 2020

 – OMS define coronavírus como emergência de saúde internacional

Em três dias, a OMS altera novamente a classificação da epidemia. No dia 30, o surto da doença respiratória aguda pelo coronavírus, agora com o nome definido como Covid-19, é uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC).

Apesar de alguns membros do comitê discordarem, foi discutido que declarar PHEIC era importante para reconhecer as ações tomadas pela China e oferecer apoio ao país. Neste momento, o número de casos ultrapassa de 8 mil, com 171 mortes. Mas os casos externos à China ainda são a minoria.

 – OMS altera classificação para emergência de nível elevado

No dia 27 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde alterou sua posição de que o surto do novo tipo de coronavírus seria uma emergência de risco moderado e passou a considerar de nível elevado. A OMS alterou também a definição de caso suspeito, incluindo qualquer pessoa com sintomas que tenha estado na China como um todo, e não apenas na cidade de Wuhan, como estava sendo considerado anteriormente.

Com a nova definição, começam a aparecer casos suspeitos no Brasil. Até o dia 29 de janeiro, eram nove suspeitas, sem nenhuma confirmação.

Leia também: Coronavírus e fatores de risco… para a economia mundial

 – Ministério da Saúde divulga informações de identificação do coronavírus

Como a epidemia segue em uma crescente, com o primeiro caso nas Américas, o Ministério da Saúde divulga as informações de como identificar casos no Brasil, com definição de caso suspeito, fluxograma de atendimento e isolamento e como notificar.

Nós do Portal, preparamos um podcast trazendo todas as informações até este momento que o profissional de saúde precisava saber.

 – Confirmação de transmissão humana e primeiro caso nas Américas

Após o primeiro alerta sobre o surto, os casos quase triplicam e se estendem para outros sete países além da China, incluindo o primeiro caso nos Estados Unidos, anunciado no dia 21. Alguns dos casos são de pessoas que estiveram na China, mas não no mercado de Wuhan, confirmando a transmissão humana. No dia 24 de janeiro, o número de casos era maior que 800, com 25 mortes, incluindo a primeira fora da China.

Diante do primeiro caso nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um comunicado alertando e pedindo que os profissionais de saúde se atualizem e estejam familiarizados com os sintomas da doença para agir de forma rápida quando casos suspeitos aparecerem.

 – Alerta OMS

No dia 12 de janeiro, a OMS faz o primeiro alerta sobre o surto do novo coronavírus, chamado então de 2019-nCoV, para que os países se preparem para uma possível transmissão da doença. Neste momento, 41 casos foram confirmados na China, com uma morte, e dois casos externos foram identificados: um na Tailândia e um no Japão, ambos de pacientes que estiveram em Wuhan.

A China compartilha o sequenciamento genético com outros países para que os casos passam ser identificados de maneira rápida.

 – Novo tipo de coronavírus

Autoridades chinesas identificam a causa dos casos de pneumonia e/ou doenças respiratórias, que continuaram a aparecer no local, como uma nova cepa do coronavírus e realizam o sequenciamento genético do vírus no dia 7. Os pacientes tiveram resultados negativos para outros patógenos respiratórios, como gripe, gripe aviária, adenovírus, coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV), coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV).

A principal suspeita é que a infecção tenha ocorrido através de algum animal vendido no Mercado  Municipal de Wuhan, que vende frutos do mar e animais silvestres. O mesmo já havia sido fechado para desinfecção no dia 1º.

Dezembro 2019

 – Primeira notificação

No dia 31 de dezembro foi identificado o primeiro caso de pneumonia de causa inespecífica em Wuhan, na China.

Referências bibliográficas:

Um comentário

  1. Avatar

    Quanto tempo a pessoa que se infectou pelo vírus continua sendo fonte de transmissão ?

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