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médicos avaliando sangue de paciente com Covid-19 que gera imunidade

Covid-19: pacientes com sintomas leves apresentam imunidade?

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Um recente estudo médico indica que mesmo casos leves de infecção pelo novo coronavírus, sem a necessidade de tratamento hospitalar, produzem anticorpos em quase todos os pacientes, com as defesas do organismo contra o vírus aumentando durante as semanas de recuperação.

A pesquisa foi realizada com 160 profissionais de profissionais de saúde franceses. Segundo os dados obtidos, mesmo um mês após terem sido contaminados, a presença de anticorpos em seus organismos foi incontestável. Apenas um profissional de saúde não apresentou imunidade contra a enfermidade.

“Procurávamos por anticorpos neutralizantes sobre os quais sabemos que protegem contra, por exemplo, uma reinfecção. Assim, a partir de um mês da contaminação, eles foram detectados em 98% dos indivíduos infectados pela Sars-CoV-2”, afirmou o professor Arnaud Fontanet, do Instituto Pasteur, que dirigiu o estudo, em entrevista à rádio France Inter, em parceria com pesquisadores do Hospital Universitário de Estrasburgo, no nordeste da França.

Proteção contra Covid-19

Segundo Olivier Schwartz, essa proteção contra a Covid-19 pode durar de algumas semanas a alguns meses.

“Já sabemos, por exemplo, que nos contaminados pelo SARS que foram isolados na Ásia em 2003, particularmente em Hong Kong, os anticorpos podiam durar até dois anos”, reitera.

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Próximos passos

Para obter a confirmação os resultados iniciais, todos os participantes do estudo passarão em breve por novos testes. No entanto, os pesquisadores ressaltam que os resultados são diferentes para pessoas com sintomas graves.

“Os indivíduos que desenvolvem infecções mais graves e que são hospitalizadas foram analisadas em outra pesquisa que realizamos. Vários estudos já mostram que nesses casos há mais anticorpos que aparecem e de forma mais precoce”, afirma Schwartz.

Já para os assintomáticos, o quadro ainda é desconhecido.

“Acreditamos que entre 20% e 40% dos indivíduos que foram contaminados sem mesmo se darem conta. Então, é muito importante agora caracterizarmos nessas pessoas assintomáticas a quantidade de anticorpos que desenvolveram e se eles têm a mesma função neutralizante”, diz o especialista.

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Esperança

A maioria das pesquisas sobre a produção de anticorpos contra o novo coronavírus examinou pacientes com doenças graves que foram internados no hospital e depois se recuperaram. Enquanto a equipe do Instituto Pasteur se concentrou nos casos leves que, acredita-se, representam 80% de todas as infecções.

De acordo com o relatório de pesquisa publicado no servidor medRXiv, o primeiro teste foi comercialmente disponível. Enquanto que o segundo foi desenvolvido pelo Instituto para identificar a taxa de soroconversão e a capacidade desses anticorpos de neutralizar o vírus.

Os pesquisadores também observaram que a resposta de anticorpos detectada parecia crescer mais forte à medida que os participantes se recuperavam e que os anticorpos pareciam eficazes no combate (ou neutralização) do vírus.

“A atividade neutralizante está presente muito mais tarde que o aparecimento de anticorpos, e isso é encorajador”, disse Schwartz ao jornal francês Le Monde, acrescentando que a equipe médica continuará estudando os participantes para determinar quanto tempo a proteção continuaria.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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