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menino com covid-19 usando máscara

Orientações para enfermeiros no cuidado à gestante, recém-nascido e crianças na Covid-19

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O cenário de pandemia por Covid-19, doença respiratória causada pelo vírus do SARS-Cov-2, tem fomentado novas pesquisas e levantado questionamentos sobre como devemos realizar a assistência de enfermagem aos pacientes suspeitos ou confirmados com o vírus, sobretudo gestantes, recém-nascidos e crianças.

O que se sabe atualmente é que gestantes não possuem risco maior de contraírem o vírus ou apresentarem sintomas mais graves do que a população em geral; não foi comprovado que ocorra transmissão vertical do vírus da mãe para o bebê, por via transplacentária, durante o parto ou aleitamento materno. Entretanto, os poucos casos de gestantes com Covid-19 evoluíram com partos prematuros, não sendo possível ainda relacionar a infecção pelo vírus com a prematuridade.

Em relação a população pediátrica, o risco de contrair o vírus é similar ao risco da população em geral, mas diferentemente da população idosa, as crianças apresentam, na maioria dos casos, sintomas mais brandos, ou quadros assintomáticos.

Orientações sobre Covid-19

Com base em estudos científicos, ainda incipientes sobre infecção pelo vírus SARVS-Cov-2 e a doença Covid-19, segue orientações gerais no âmbito do cuidado à gestante, recém nascido e crianças:

Sobre o uso de equipamentos de proteção individual

  • Cuidados gerais com o paciente suspeito ou confirmado: Utilizar equipamentos de proteção individual necessários para prevenção da transmissão por gotículas e transmissão por contato como gorro, máscara cirúrgica ou viseira do tipo face shield, capote descartável de mangas longas, punhos com elástico ou malha, com gramatura mínima de 30 g/m2, óculos de proteção, luvas de procedimento;
  • Durante os cuidados com maior exposição à fluídos corporais, sangue, parto procedimentos geradores de aerossóis, hipersecração orotraqueal, diarreia, vômitos, etc: substituir por capote descartável impermeável com gramatura mínima de 50g/m2 e máscara N95, além dos outros EPI’s como gorro, óculos, e luvas;
  • A viseira do tipo face shield e o óculos de proteção podem ser reutilizados e compartilhados entre profissionais de saúde, desde que respeitadas as normas de desinfecção institucional.

Sobre a assistência de enfermagem em unidades de emergência

  • Destinar um ambiente reservado, arejado para atendimento exclusivo de gestantes, recém nascidos e crianças com sintomas gripais, que seja diferente do ambiente dos demais pacientes;
  • Uma máscara cirúrgica deve ser oferecida a esses pacientes e seus acompanhantes, ainda no hall de entrada, para que seja utilizada durante o percurso até a sala reservada;
  • É necessário que o enfermeiro esteja devidamente paramentado com os equipamentos de proteção individual para realizar o atendimento, inclusive durante a anamnese desses pacientes;
  • Realizar notificação compulsória dos casos.

Leia também: Recomendações prevenção SARS-CoV-2: limpeza de superfícies e objetos

Sobre assistência de enfermagem no durante a internação

  • Caso haja necessidade de internação, a gestante, o recém nascido e a criança devem ser direcionados a um quarto privativo, se possível. Em alojamento conjunto, recomenda-se que o berço esteja afastado 1 metro de distância da cama mãe.
  • Implementar cuidados de precaução de contato e gotículas;
  • O acompanhante deve: ser o mesmo durante todo o período hospitalar; não ter sintomas de Covid-19; e, não ter tido contato com casos suspeitos ou confirmados. É importante que o acompanhante permaneça de máscara durante o período de internação. Caso o acompanhante passe a apresentar sintomas de Covid-19, o mesmo deve ficar em isolamento domiciliar por 14 dias. Outro familiar, sem sintomas e que não tinha tido contato com caso suspeito ou confirmado deve fazer o acompanhamento da gestante, recém-nascido ou criança.
  • Caso a gestante seja um caso suspeito ou confirmado, o contato pele a pele após o nascimento do bebê, não deve ser realizado.
  • O aleitamento materno, após o nascimento do bebê deve ser adiado, para que sejam realizados, prioritariamente os cuidados de higiene e medidas preventivas contra o vírus SARS-Cov- 2.
  • O aleitamento materno deve ser realizado, mesmo se a mãe for caso suspeito ou confirmado de Covid-19. Entretanto ela deve utilizar máscara cirúrgica e higienizar as mãos antes de tocar o bebê.
  • Quando a puérpera for caso suspeito ou confirmado, orienta-lá que higienize suas mãos e utilize máscara cirúrgica em todos os momentos que necessitar ficar a menos de 1 metro de distância do bebê, principalmente durante o aleitamento materno, cuidados do bebê e antes de manipular objetos e roupas do bebê.
  • Limitar as visitas durante a internação da criança ao menor número de pessoas possível. Recomenda-se só os pais ou responsável legal, e orientar que os avós e pessoas que fazem parte do grupo de risco não visitem a criança durante a internação e em casa, quando receber alta.
  • Orientar o não compartilhamento de objetos e brinquedos. Inclusive, é recomendado que a brinquedoteca permaneça fechada até decisão do Comitê de Covid-19 da instituição.
  • Se a gestante, puérpera, recém-nascido ou criança for caso suspeito ou confirmado de Covid-19 e necessitar de internação em CTI, deve-se separar uma área dentro do CTI para os pacientes com Covid-19, se possível. A equipe de saúde deve ser separada também, para evitar a transmissão do vírus.

Para saber mais sobre Covid-19, baixe o aplicativo Nursebook. Temos uma seção exclusiva de sobre Covid-19!

Autora:

Referências bibliográficas:

  • (BR) Brasil. Nota Técnica Referente Aos Cuidados Da Equipe De Enfermagem Obstétrica, Neonatal E Pediátrica Diante De Caso Suspeito Ou Confirmado. Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica. Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras. 2020.

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