Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Coronavírus / Máscaras cirúrgicas são eficazes no controle da disseminação do novo coronavírus?
mulher usando máscara cirúrgica devido ao coronavírus

Máscaras cirúrgicas são eficazes no controle da disseminação do novo coronavírus?

Esse conteúdo é exclusivo para
usuários do Portal PEBMED.

Tenha acesso ilimitado a todos os artigos, quizzes e casos clínicos do Portal PEBMED.

Faça seu login ou inscreva-se gratuitamente!

Com o avanço do novo coronavírus sobre todo o território nacional, cidades de, pelo menos, 17 estados (AC, AM, AL, BA, ES, GO, MG, MT, MS, PA, PI, PR, RJ, RO, RS, SC e SP) editaram decretos onde obrigam ou recomendam que os cidadãos utilizem máscaras para saírem de casa.

Um estudo realizado na China afirma que 86% das infecções podem ter sido transmitidas por pacientes assintomáticos(1), por isso resta-se a seguinte dúvida: o amplo uso de máscaras na população é uma estratégia eficaz para o controle das transmissão comunitária do vírus?

Uso de máscaras e coronavírus

Um artigo recente publicado na Nature Medicine cujo título é “Respiratory virus shedding in exhaled breath and efficacy of face masks” pode nos ajudar a responder essa pergunta. Neste estudo, Leung e colaboradores tinham como objetivo quantificar a carga viral exalada em pacientes com infecções respiratórias aguda causadas por coronavírus, vírus influenza ou rinovírus e avaliar a eficácia do uso da máscara para impedir a transmissão da infecção.

De uma população total de 3363 indivíduos, 111 foram incluídos na amostragem total do grupo. Foram coletados swab nasal e de laringe e gotículas e aerossóis expiratórios com e sem máscara.

Os resultados do estudo mostraram que foi detectado RNA viral de coronavírus em 30% das gotículas e em 40% dos aerossóis expiratórios de pacientes sem máscara e não foi possível identificar RNA viral em aerossóis e gotículas em pacientes com máscara cirúrgica.

Leia também: Coronavírus: isolamento social em tempos de pandemia

Para influenza, foi identificado em gotículas em 26% e 4%, sem e com o uso da máscara, respectivamente, quando testados os aerossóis respiratórios sem e com máscara, respectivamente, os números foram de 35% para 22% dos pacientes.

Quando feito o teste com pacientes com rinovírus, foi identificado RNA viral em gotículas de pacientes sem o uso de máscara e com o uso de máscara, respectivamente, os achados foram de 28% para 22% e a presença nos aerossóis foi de 56% para 38%, sem o uso e com o uso de máscara, respectivamente.

Conclusão

O estudo concluiu que o uso de máscaras cirúrgicas por pacientes com doença aguda provocada por coronavírus é eficiente para diminuir o risco de transmissão, enquanto para pacientes com influenza teve moderada eficiência e para pacientes com rinovírus teve pouca eficácia.

Ele alerta que o pequeno número de participantes para cada grupo pode ter sido um limitador do estudo, mas que os resultados encontrados apontam uma prática promissora para diminuir a velocidade de disseminação de doenças respiratórias.

Vale ressaltar que nesse estudo as máscaras testadas foram as máscaras cirúrgicas.

Baixe agora mesmo o Nursebook e tenha acesso às melhores abordagens de enfermagem para a Covid-19!

Autor:

Referências bibliográficas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.